Pichações cobrem letreiro 'Amo Natal' na Redinha

Publicação: 2018-01-04 00:00:00 | Comentários: 0
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Inaugurado em julho de 2016 para ser um cartão postal da cidade, o letreiro de Natal localizado na praia da Redinha, na zona Norte, é marcado pelo aspecto de abandono: pichações, estrutura danificada e pintura desgastada. O cenário, que já não atrai os visitantes da praia é oposto ao que se verifica nos letreiros das praias de Areia Preta e Ponta Negra, onde banhistas e turistas disputam espaço para tirar fotos.

O letreiro “amo Natal, na Redinha, está danificado há pelo menos oito meses,  segundo ambulantes
O letreiro 'Amo Natal', na Redinha, está danificado há pelo menos oito meses, segundo ambulantes

Os letreiros foram construídos através de uma parceria entre a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur), a Secretaria Municipal de Turismo (Setur) e Fundação Cultural Capitania das Artes (Funcart). As estruturas tem 1,7 metro de altura e à época da inauguração tiveram acabamento feito pelo artista plástico potiguar Flávio Freitas.

O vendedor ambulante Álvaro Guedes trabalha na praia da Redinha há cerca de seis anos e lamenta o estado em que se encontra o ponto turístico. “Já está assim há oito meses, começaram a pichar pouco tempo depois da inauguração. Os turistas que visitam a praia sempre reclamam com a gente, todo mundo comenta”.
Letreiro da Redinha está bastante depredado
Letreiro da Redinha está bastante depredado (foto: Magnus Nascimento)

A preocupação é a mesma do ambulante Gilberto Barbosa, que trabalha na praia há 12 anos. “É muito ruim que neste período de alta estação, um dos cartões postais da cidade esteja nesse Estado. Nas outras praias, os letreiros estão mais conservados, mas aqui foram pichados desde a inauguração. Também tem muito turista que acha que está deixando uma marca, mas na verdade está danificando”, reclama o vendedor.

Para ele, a depredação dos letreiros são reflexo da realidade de um problema mais amplo: “A praia da Redinha sempre foi abandonada, esquecida pelo poder público. Não é só o letreiro, também falta policiamento e estrutura para os banhistas”, reivindica o ambulante.

O trabalhador autônomo Melksedeque Martins mora na Zona Norte de Natal e aproveitou as férias escolares para passear com a família na praia da Redinha na manhã desta quarta-feira (3). Para ele, o monumento deixou de despertar interesse devido ao estado de depredação da estrutura.  Durante o período em que a reportagem da TRIBUNA DO NORTE esteve na praia, nenhum banhista parou para tirar fotos do letreiro.
Letreiro em Areia Preta é ponto de parada obrigatória aos turistas que trafegam pela região
Letreiro em Areia Preta é ponto de parada obrigatória aos turistas que trafegam pela região (foto: Magnus Nascimento)

Já na praia de Areia Preta, onde o cartão postal se mantém conservado, a corretora de imóveis Tatiane Gomes, que mora em São Luiz (MA) e está viajando por outras cidades do Nordeste com a família, aproveitou o letreiro para fazer um registro de sua passagem por Natal. “É lindo e chama muito a atenção das crianças”. E pontua: “Ficaria muito decepcionada se chegasse aqui e encontrasse a estrutura depredada. O Governo faz, mas as pessoas tem que manter”.

Em nota, a Semsur informou que têm ciência das condições dos equipamentos e está realizando ações de recuperação dos letreiros. A manutenção do equipamento localizado em Areia Preta foi feita recentemente e custou R$ 6 mil. Já as duas estruturas restantes (Ponta Negra e Redinha), ainda nesse semestre, também passarão por intervenções.

Atualmente, além da manutenção dos letreiros, a Semsur também possui no seu planejamento a construção de um outro letreiro, localizado no entorno da Árvore de Natal de Mirassol,  em processo licitatório, custando o total de valor de R$ 44 mil. Sobre a preservação dos equipamentos, a secretaria alerta para a necessidade de conscientização da população e valorização dos pontos turísticos.


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