Pilotos e comissários farão paralisação

Publicação: 2019-05-14 00:00:00 | Comentários: 0
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Os pilotos e comissários de voo da Avianca Brasil decidiram nesta segunda-feira, 13, pela paralisação total das atividades aéreas da companhia em 17 de maio, a partir da 6h, em nome da segurança de voo, nos aeroportos de Santos Dumont (Rio de Janeiro) e Congonhas (São Paulo). A informação é do Sindicato Nacional dos Aeronautas.

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“A paralisação permanecerá por tempo indeterminado - até que haja uma resposta satisfatória por parte da Avianca para as reivindicações", diz a entidade em nota. A decisão, segundo a categoria, foi tomada como medida extrema e como um último recurso para garantir a segurança de voo de todos, "já que é responsabilidade dos tripulantes o transporte de vidas em segurança".

Nos últimos tempos, acrescenta o sindicato, a situação tem se mostrado insustentável, com os seguidos atrasos no pagamento de salários e outras verbas como diárias, vale alimentação, férias atrasadas e depósitos de FGTS.

Importante ressaltar que a aérea deu início nesta segunda-feira ao processo de redução de força de trabalho de seus tripulantes.

Depois de cancelar 422 voos no fim de semana, a Avianca Brasila informou que outros 406 voos estão cancelados entre esta segunda-feira, 13, e terça-feira, 14. Em recuperação judicial, a companhia tem cancelado sistematicamente a maioria de suas decolagens desde meados de abril.

A Avianca Brasil detinha 13,77% do mercado brasileiro quando entrou em recuperação judicial, em dezembro de 2018. Empresas que arrendaram aeronaves para a empresa aérea entraram na Justiça para reaver os aviões. Com isso, a Avianca é obrigada a cancelar um número cada vez maior de voos.

O Ministério Público Federal (MPF) pediu informações à Avianca Brasil e à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) sobre as providências que vêm sendo tomadas para minimizar os prejuízos causados aos clientes da Avianca em razão da crise instalada na empresa.

Azul faz oferta
A Azul entrou com um pedido na 1.ª Vara de Falências e Recuperação Judicial de São Paulo para aquisição de uma nova Unidade Produtiva Isolada (Nova UPI) contemplando certos horários de chegada e partida operados pela Avianca Brasil, incluindo os da ponte aérea Rio-SP, pelo valor mínimo de US$ 145 milhões. A Azul diz que o pedido é uma alternativa legal e legítima para viabilizar a monetização da Avianca, o uso continuado de bens e a preservação de atividades, "as quais correm grave risco de paralisação e rápida deterioração das atividades da companhia, no melhor interesse do mercado de aviação e todos os envolvidos".





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