Pix inicia operação dia 3 de novembro em fase de testes

Publicação: 2020-10-31 00:00:00
O Banco Central (BC) informou nesta quinta-feira (29) que as primeiras operações do Pix, sistema instantâneo de pagamentos, vão começar no dia 3 de novembro e serão restritas a clientes selecionados pelas instituições financeiras. De acordo com o órgão, a medida faz parte de uma fase de testes que será realizada até 15 de novembro. No dia seguinte, 16 de novembro, o sistema entrará em operação para todos os usuários. 

Créditos: adriano ishibahi/estadão conteúdoSistema instantâneo de pagamentos deve ser operado por 762 instituições financeiras. Mais de 50 milhões de chaves foram cadastradasSistema instantâneo de pagamentos deve ser operado por 762 instituições financeiras. Mais de 50 milhões de chaves foram cadastradas

Durante o período inicial, o horário de operação será restrito. As operações de pagamento e recebimento poderão ser feitas das 9h às 22h. No entanto, nos dias 5 e 12 de novembro, o horário para realização das transferências será ampliado e ocorrerá de 9h às 24h. Nos dias 6 e 13, o sistema vai funcionar de meia-noite às 22h. 

Nesta sexta-feira, o Banco Central também ampliou as funcionalidades do sistema. Com o Pix Cobrança, comerciantes poderão emitir um QR Code para que o consumidor faça o pagamento imediato por um produto ou serviço. Além disso, será permitido fazer cobranças em datas futuras, com atualizações de juros, multas ou descontos, como ocorre com os boletos. 

O BC também definiu que as instituições financeiras que oferecerem o serviço de integração com os usuários recebedores deverão usar a interface de programação padronizada pelo órgão. A medida foi tomada para evitar que um empresário não consiga mudar sua conta para outra instituição em razão dos custos da alteração.

O Banco Central aprovou 762 instituições, incluindo bancos, financeiras, fintechs (empresas de tecnologia no setor financeiro) , instituições de pagamentos, entre outras, para ofertar o Pix. Até o dia 22 de outubro, segundo último levantamento divulgado pelo BC, mais de 50 milhões de chaves tinham sido cadastradas.

O que é o Pix, mesmo?
O Pix é um novo meio de pagamentos – uma alternativa a opções como  TED, DOC, boleto e até cartão de débito. Todos os bancos e instituições financeiras com mais de 500 mil clientes deverão oferecê-lo como uma forma de pagamento em seus aplicativos e serviços digitais. 

Tanto usuários pessoa física quanto pessoa jurídica – ou seja, empresas e estabelecimentos – poderão usar o Pix para fazer e receber pagamentos. Além da questão do custo, as principais características (e vantagens) do Pix são Rapidez, com as transferências e pagamentos sendo concluídos em até dez segundos; Segurança e facilidade. Com as chaves do Pix, não é necessário informar todos os dados bancários e pessoais para receber uma transferência ou pagamento, mas sim somente uma das chaves cadastradas – só CPF, só e-mail, só telefone celular, etc;  e disponibilidade. O Pix poderá ser enviado e recebido 24 horas por dia, 7 dias da semana, incluindo também feriado.

Ou seja: o Pix é mais versátil que outros meios de pagamento usados atualmente, além de reunir as qualidades de todos eles em um só formato – totalmente digital. O Pix poderá ser usado para pagamento de conta de luz, compras online ou físicas, transferências para outras pessoas ou estabelecimentos e até para o pagamento de impostos do governo. 

Gratuito para PF, mas e para PJ?
O Banco Central estabelece que todos os usuários pessoa física do Pix poderão enviar e receber transferências e pagamentos sem pagar por isso. Em relação aos usuários pessoa jurídica, o BC diz que eles devem assumir o custo do Pix – no Nubank, entretanto, as transações do Pix também serão gratuitas para pessoas jurídicas. 

Uma norma que detalha como e quanto poderão ser tarifados os usuários pessoa jurídica será publicada pelo Banco Central, ainda sem uma data prevista – mas já se sabe que eles terão que arcar com o custo, que é mais baixo que o dos demais meios de pagamentos. 

O objetivo é que as instituições financeiras desenvolvam modelos para oferecer o Pix a um baixo custo para esses usuários – elas poderão, por exemplo, assumir os custos do Pix e não cobrar do usuário pessoa jurídica se desejarem, por exemplo. De qualquer forma, o Pix será um meio de pagamentos mais barato para as empresas do que os demais.
















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