Planalto discute defesa de Weintraub

Publicação: 2020-05-28 00:00:00
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Brasília - Após uma reunião de emergência no Palácio do Planalto, na tarde de ontem, o governo discute detalhes de um habeas corpus preventivo ao ministro da Educação, Abraham Weintraub, que foi convocado pelo Supremo Tribunal Federal para prestar depoimento na Polícia Federal após ameaças aos integrantes da Corte. A estratégia de enfrentamento ao Supremo foi traçada ontem pelo presidente Jair Bolsonaro com o ministro da Justiça, André Luiz Mendonça, no Palácio da Alvorada, como reação do Planalto às ações da Corte.

Weintraub disse, em reunião ministerial do dia 22 de abril, que, se dependesse dele, "botava esses vagabundos todos na cadeia, começando no STF". O ministro do Supremo Alexandre de Moraes viu indícios de práticas de delitos como difamação, injúria e crime contra a segurança nacional por parte do titular da Educação e deu cinco dias para que ele preste depoimento à Polícia Federal no âmbito do inquérito das fake news.

Ao chegar ao Palácio da Alvorada, na noite de ontem, Bolsonaro disse aos apoiadores que trabalharia até meia-noite com Mendonça. O ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Levi Mello, também se juntaria a eles. 

"Estou trazendo trabalho pra casa, estou com o ministro da Justiça para trabalhar até a meia-noite para resolver alguns problemas, tá ok?", disse o presidente.

De acordo com auxiliares de Bolsonaro, a divulgação de uma nota conjunta rechaçando a atuação da Corte - após a operação da Polícia Federal que teve como alvos blogueiros e empresários bolsonaristas - também continua sendo discutida no governo.  





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