Planejamento é garantia de bons negócios

Publicação: 2021-01-24 00:00:00
O gerente do Escritório Metropolitano do Sebrae no Rio Grande do Norte, Thales Medeiros, chama atenção para um ponto crucial para a manutenção da saúde financeira de qualquer tipo de empreendimento, independente do tamanho: planejamento. Ao longo do ano de 2020, muitas pessoas passaram a empreender por terem enxergado na crise, oportunidade, e outros por entregarem soluções para necessidades urgentes oriundas da própria pandemia do novo coronavírus.
Créditos: Ricardo AraújoCom o isolamento social imposto pela pandemia do novo coronavírus em todo o mundo, o comércio digital se tornou saída para manutenção das vendas dos pequenos e grandes empreendimentosCom o isolamento social imposto pela pandemia do novo coronavírus em todo o mundo, o comércio digital se tornou saída para manutenção das vendas dos pequenos e grandes empreendimentos

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"Muitos empreendedores que já tinham negócios tiveram de se adaptar e outros abriram um, justamente para atender as demandas causadas pelo isolamento social. O início do ano é uma época propícia para elaborar um plano de negócio e o Sebrae tem as ferramentas e pessoas que podem ajudar. Assim, o empreendedor consegue deixar o negócio mais competitivo e pronto para os desafios do mercado”, ressalta Medeiros.

Para 2021, os planos da Mendes Sports é crescer ainda mais e conquistar novos mercados com coletes de peso, bermudas masculinas e peças voltadas ao público feminino.

“Estamos em processo de crescimento. Hoje atendemos lojas do Rio Grande do Norte, Ceará, Paraíba, Tocantins e Bahia. Nossa meta para 2021 é alcançar todo o Nordeste. Por hora, vamos focar no público masculino. Haverá lançamentos tanto de produtos para treino quando para uso casual”, confirma André Mendes.

Questionado sobre o impacto da pandemia da covid-19 nos negócios do empreendimento, ele cita que foi positivo, mas com algumas dificuldades. O mercado não estava preparado para o crescimento da demanda e acabou faltando matéria-prima.

“A pandemia impactou bastante no nosso negócio, felizmente, de forma positiva na maioria dos aspectos. Nosso principal e mais antigo produto é o colete de pesos para treinamentos de alta intensidade. Como os praticantes de atividade física queriam continuar treinando, muitos tiveram que se adequar à nova realidade, muitas vezes sem a disponibilidade dos equipamentos tradicionais. Em contrapartida, outro grande impacto de deu na nossa capacidade de fabricação. Faltam insumos dos mais diversos tipos, e isso tem limitado nossa capacidade de expansão. Estamos esperançosos que as coisas vão melhorar e que tudo vai se normalizar em breve”, acredita André Mendes.

Desburocratização

O Ministério da Economia lançou semana passada o Balcão Único, um projeto que permitirá aos cidadãos abrirem uma empresa “de forma simples e automática, reduzindo o tempo e os custos para iniciar um negócio no Brasil”. A primeira cidade a aderir ao projeto foi São Paulo, que já disponibilizou o novo sistema no dia 15. A próxima cidade a oferecer a ferramenta será o Rio de Janeiro.

De acordo com o ministério, por meio de um formulário único e totalmente digital, empreendedores podem abrir empresas em apenas um dia e sem necessidade de percorrer vários órgãos públicos.

Tudo poderá ser feito no mesmo ambiente virtual: recebimento das respostas necessárias da prefeitura; registro da empresa; obtenção do número do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) e inscrições fiscais; desbloqueio do cadastro de contribuintes; recebimento das licenças, quando necessárias; e ainda o cadastro dos empregados que serão contratados. O Balcão Único permitirá ainda que os empreendedores possam, no momento da abertura da empresa, realizar o cadastro de empregados pelo e-Social.

Em nota, a pasta explicou que, segundo relatório do Banco Mundial, para abrir uma empresa nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo era necessário cumprir 11 procedimentos – alguns, em órgãos distintos – o que levava, em média, 17 dias e gerava um custo que representa 4,2% da renda per capita. Esses dados colocaram o Brasil na 138ª posição no quesito abertura de empresas, entre os 190 países avaliados pelo Banco Mundial.

“A transformação digital em um Balcão Único no modelo de one stop shop fará o Brasil ganhar posições no ranking mundial quanto à facilidade de fazer negócios”, disse o Ministério da Economia.

Depois de São Paulo e Rio de Janeiro, o governo federal quer expandir o sistema para todo o Brasil.

O projeto é liderado pela Receita Federal e pela Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital e foi desenvolvido pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro).

E-commerce cresce no país em meio à pandemia

O comércio eletrônico foi a forma que a grande maioria das empresas encontrou para enfrentar a crise gerada pela pandemia de Covid-19. De acordo com a 9ª edição da pesquisa “O Impacto da Pandemia de Coronavírus”, elaborada pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), sete em cada dez empresas já atuam nas redes sociais, aplicativos ou internet para impulsionar suas vendas. Em maio do ano passado, bem no início da pandemia, esse percentual era de 59%.

Em algumas atividades, o número de negócios atuando no ambiente virtual teve um incremento superior a 20%, como é o caso dos segmentos de energia, que apresentou aumento de 37%; beleza, com 27%; bem como educação e construção civil, que viram o número de empresas ativas nesse ambiente crescer em 20%. “Com as restrições de abertura e com o isolamento, os pequenos negócios tiveram que inovar e mudar a forma de vender e de divulgar seus produtos e serviços. A internet tem sido uma grande aliada na sobrevivência de inúmeros negócios no país”, afirma o presidente do Sebrae, Carlos Melles.

A plataforma Whatsapp é a preferida pelos empreendedores que inseriram o mundo virtual nas suas vendas, com 84% de adeptos. Cerca de 90% das empresas que exercem atividades como Artesanato, Beleza e Moda, e que digitalizaram sua comercialização, usam esse recurso para vender seus produtos e serviços. Instagram e Facebook são as próximas opções, com 54% e 51%, respectivamente. Apenas 23% dos negócios vendem por sites próprios. “Isso demonstra que plataformas já conhecidas e com grande capilaridade são mais procuradas pelos empreendedores, que levam em consideração custos de manutenção e a confiabilidade do meio”, frisou Carlos Melles.

Outro dado interessante apresentado pela pesquisa é que as micro e pequenas empresas usam a digitalização de forma mais profissional do que os microempreendedores individuais (MEI), pois utilizam ferramentas mais voltadas para a gestão dos seus negócios. Entre as micro e pequenas empresas, 55% usam ferramenta de gestão, já entre os MEI, esse número cai para 25% (menos da metade). A diferença também é confirmada quando o assunto é ferramentas para gestão de clientes (CRM), que são utilizadas por 25% dos donos de micro e pequenas empresas, mas por apenas 12% dos microempreendedores individuais.

Variação na abertura de MEIs no Estado:

2019

120.758  microempreendedores individuais registrados no RN;

2020

141.446 microempreendedores individuais registrados no RN;

20.688 a mais de um ano para o outro;
17,13% de aumento de 2019 para 2020.


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