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Natal, 14 de Fevereiro de 2010 | Atualizado às 13:00

Plano de emergência não põe fim aos problemas

Publicação: 09 de Fevereiro de 2010 às 00:00
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Apesar dos desvios e diversas ações de ordenamento do trânsito, produzidos pelo Departamento de Estradas e Rodagens do Rio Grande do Norte e pelo Município de Parnamirim, os engarrafamentos no entorno do cajueiro não foram erradicados no último verão. Comerciantes e representantes de associações já estão preocupados com o movimento no carnaval. A festa de Pirangi é uma das maiores do Estado.

“Com certeza vai haver engarrafamento no carnaval, como houve durante todo o verão”, afirma o presidente da Associação dos Moradores de Pirangi do Norte (Amopin), Francisco Cardoso de Oliveira. Além de Cardoso, como é conhecido o presidente da Amopin, os bugueiros que trabalham na área também reclamam da infraestrutura. “A empresa que eu trabalho está parando de vender pacote turístico para o litoral Sul porque os engarrafamentos dão prejuízo”, diz Joir Vale, que tem 46 anos e há 20 trabalha com turismo no litoral do Estado.

Nem tudo é crítica, contudo. O  bugueiro Joir Vale afirma que percebeu uma relativa melhora no trânsito do local após a pavimentação do desvio e após o Plano de Ações Emergenciais da Unidade de Conservação do Monumento Natural do Cajueiro de Pirangi”, que, com apoio do DER, colocou à disposição dos motoristas um novo caminho de asfalto para quem vai para as praias do litoral Sul. Pelo novo desvio, não é necessário passar pelo cajueiro de Pirangi, o ponto mais problemático. “Ontem mesmo eu voltava do litoral Sul e não houve tantos problemas quanto no ano passado. Mas ainda é algo para se preocupar”, diz, acrescentando que pouca gente sabe da existência do desvio. “A placa é em cima, mal dá pra ver”, diz.

Ari Padilha, de 24 anos, que trabalha com passeios turísticos no Cajueiro diz a mesma coisa. “Fica difícil ver a placa. Em alguns momentos tinham guardas de trânsito de Parnamirim orientando, mas não dá pra ficar a todo momento”, relata. Ari afirma que nem todos os comerciantes são a favor dos desvios. O engarrafamento é bom para os negócios de alguns. “Pra quem trabalha com turismo por aqui, não é interessante que tenha esse desvio. O turista precisa passar por aqui para se interessar”, explica Ari.

O DER informou, através do diretor de operações, Caio Pascoal, que o órgão está satisfeito com o resultado da operação em Pirangi, “tendo em vista que se trata de uma medida paliativa”. “Não se trata apenas dos desvios, mas de toda uma operação que visa ordenar o trânsito. Estão agindo o Detran e a Prefeitura de Parnamirim”, encerra.
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comentários

moreiralimag@...09/2/2010 @ 12h13
Ha muitos anos possuo imóvel em Búzios, portanto acompanhei toda a evolução do caos que se abate sobre o trafego de retorno das praias do sul. No penultimo domingo do veraneio precisei retornar do posto de pirangi e empreender o meu retorno para Natal por Nisia Floresta !!! simplesmente porque o comboio não avançava 1 metro por minuto. Porém pude constatar no último domingo do veraneio que à noite apesar da atividade dos veranistas estarem muito reduzidas, o grande impecilho para o deslocamento dos veiculos deveu-se aos pedestres que displicente e desrespeitosamente postam-se no meio da pista, principalmente na altura da lanchonete Comeu Morreu. Alie-se a isto as patricinhas e bombados que calmamente param para conversar de dentro dos proprios carros, o estrangulamento da via e o volume de veículos que só aumenta, e temos aquele inferno rodoviário. Se os órgão responsáveis administrassem uma mão dupla na via de mão única que vem de cotovelo, com certeza reduziria em 50% a angustia dos infelizes motoristas. Ha!!! mais isto dá muito trabalho.
katiacmaia@...13/2/2010 @ 11h11
Acho um absurdo um cajueiro atrapalhar tanto a vida dos veranistas do litoral sul. Irão derrubar as casas que ficam nas mediações do cajueiro??? É pq ele continuará crescendo. Fico indignada por darem tanta atenção a um simples cajueiro enquanto isso não se preocupam com as futuras chuvas que virão. Tem coisas mais importante para se preocupar e providenciar do que a preservação deste cajueiro.
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