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Brasil
Planos terão de cobrir testes para zika a partir de hoje
Publicado: 00:00:00 - 06/07/2016 Atualizado: 22:31:17 - 05/07/2016
São Paulo (AE) - Os planos de saúde terão de fazer a cobertura de três exames para detecção do vírus da zika a partir desta quarta-feira, 6. A inclusão dos testes foi determinada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que deu um prazo de um mês para que a incorporação fosse realizada.
A inclusão dos testes de zika foi determinada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)
Inicialmente, a obrigatoriedade de cobertura será direcionada para gestantes, bebês cujas mães tiveram diagnóstico de infecção pela doença e recém-nascidos com má-formação congênita que possa estar associada ao vírus.

Os exames que terão cobertura são o PCR, que consegue detectar o vírus nos primeiros dias da doença e válido somente para os primeiros cinco dias após o aparecimento dos sintomas, o IgM, que identifica a presença de anticorpos na corrente sanguínea, e o IgG, que detecta se a pessoa já teve contato com o vírus. Este último é recomendado para gestantes e bebês que fizeram o teste IgM e o resultado foi positivo.

No caso do IgM, ele poderá ser feito nas primeiras semanas de gestação e repetido ao fim do segundo trimestre de gravidez. Também é indicado para filhos de mulheres que foram contaminadas e recém-nascidos com má-formação relacionada ao zika.

"Esses são os grupos considerados prioritários para detecção de zika por causa de sua associação com o risco de microcefalia nas crianças, quando o cérebro delas não se desenvolve de maneira adequada", informa a agência, em nota.

Doença
A Zika é uma doença viral aguda, transmitida principalmente por mosquitos, tais como Aedes aegypti – o mesmo transmissor da dengue e da chikungunya. É caracterizada pelo quadro clínico de febre, presença de manchas vermelhas na pele com coceira, olhos vermelhos sem coceira e sem secreção, dores musculares e nas articulações. A doença tem sido relacionada à ocorrência de microcefalia em bebês cujas mães foram infectadas pelo vírus.  A microcefalia é uma malformação congênita, em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada.

No Rio Grande do Norte, boletim divulgado em 30 de junho pela Secretaria Estadual de Saúde mostra que  foram notificados 435 casos suspeitos de microcefalia relacionados às infecções congênitas, no estado.

  Os casos notificados estão distribuídos em 85 municípios. Do total, 256 estão sob investigação, 113 foram confirmados e 63 foram descartados (por apresentar exames normais, por apresentar microcefalia e/ou malformações congênitas por causas não infecciosas ou por não se enquadrar nas definições de casos).

O aumento da prevalência dos casos de microcefalia foi evidenciado especialmente a partir do mês de setembro de 2015, com pico em novembro de 2015 (22,3 casos por 1.000 nascidos vivos). Entre 1º de janeiro e 11 de junho, o Rio Grande do Norte tinha notificados 4.250 casos suspeitos de zika-vírus, sendo 4 casos confirmados. No ano de 2015, para o mesmo período, foram 4.133 casos notificados e 73 confirmados.

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