Plutão Já Foi Planeta lança EP “Risco de Sol”

Publicação: 2020-10-01 00:00:00
Tádzio França
Repórter

O que “Quem ama perdoa”, de Fernando Luiz, tem em comum com “O roqueiro e a hippie”, de Talma & Gadelha? A origem. São obras de artistas potiguares que a banda Plutão Já Foi Planeta selecionou para se conectar novamente às suas raízes. O resultado está no EP de cinco músicas “Risco de Sol”, novo projeto que o quarteto natalense residente em São Paulo vai lançar em todas as plataformas digitais nesta sexta-feira (02), para fãs de todas as partes apreciarem.

Créditos: Lucas SilvestreGrupo está morando há três anos e meio em São Paulo e o EP conta um pouco da saudade de casaGrupo está morando há três anos e meio em São Paulo e o EP conta um pouco da saudade de casa

“Risco de Sol” é, assumidamente, uma declaração de quem está com saudades de casa. “Estamos morando há três anos e meio em São Paulo. Esse momento da saudade chega naturalmente, né?”, afirma a vocalista Natália Noronha. A cantora considera que é a ocasião de olhar para trás e ver o caminho que o grupo já andou até hoje, reconhecendo o papel que Natal teve nessa caminhada. “É muito importante pra gente, nutrir a relação com a coisa local, é de onde viemos e foi quem nos deu base para fazer tudo o que já fizemos na carreira. Um agradecimento”, ressalta.

O EP foi gravado no estúdio DoSol e lançado pelo selo do mesmo nome. Traz as regravações de “Esses meses”, da banda Androyde Sem Par; “Demora não”, de Ângela Castro, e as já citadas “Quem ama perdoa” e “O roqueiro e a hippie”. Inclui ainda a inédita “Risco de Sol”, composição da própria Natália Noronha. A cantora explica que não houve mistério na escolha das canções, apenas questões de gosto, admiração, e proximidade com alguns dos compositores.

Criar novas leituras para músicas tão diferentes foi um processo que desafiou e também divertiu o Plutão. “Somos uma banda que depende muito do estúdio para arranjar, precisamos estar com tudo ligado para tocar. Então fomos pro estúdio DoSol, passamos uns 10 dias por lá. Começávamos a tocar as músicas e íamos sentindo a vibe que elas nos pediam. As idéias surgiam a todo momento”, conta Natália. E foi assim, por exemplo, que o rock melódico de “O roqueiro e a hippie” virou um suingado reggaeton.

Segundo Natália, o processo de construção das versões foi natural. “Eu lembro de ter perguntado pros meninos: ‘E se a gente fizesse um reggaeton pra O Roqueiro e a Hippie?’ Aí caímos no estúdio, Renato colocou um beat e funcionou na hora. Caiu como uma luva!” Ainda segundo a vocalista, o álbum foi gravado em poucos dias entre shows da turnê.

A única música inédita do EP, “Risco de Sol”, pode ser lida como um resumo do sentimento nostálgico que a banda possui pela sua cidade de origem. A canção se utiliza de muita poesia para elaborar reflexões sobre a ida de Natália e seus parceiros para a metrópole paulistana. “Chegar a São Paulo foi muito difícil. Uma mudança interna catastrófica, então é claro que rolou música sobre isso. A composição entraria para o novo álbum, mas se encaixou muito melhor neste EP. Ela ajuda a contar toda uma história entre nós e Natal”, revelou.

O EP é um momento de “respiro” enquanto o novo disco da banda não chega. Assim como quase todo artista do mundo pandêmico, o Plutão Já Foi Planeta também dedicou um tempo às lives. “Show sem platéia é estranho, mas para nós, artistas, isso toca na questão da sobrevivência. Para muitos, os shows presenciais são a maior fonte de renda. A bilheteria digital é uma alternativa, mas não é a mesma coisa”, diz. A banda é formada atualmente por Gustavo Arruda (guitarra e contrabaixo), Sapulha Campos (guitarra, ukelele e escaleta), Renato Lelis (bateria), e Natália Noronha.

Serviço:
Lançamento do EP “Risco de Sol”, do Plutão Já Foi Planeta. 
Sexta-feira (02), em todas as plataformas digitais.













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