PMs acusados de homicídios estão no pavilhão 5 de Alcaçuz

Publicação: 2013-04-23 08:48:00 | Comentários: 0
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Os policiais militares reformados, Wendel Fagner Cortez de Almeida e Rosivaldo Azevedo Maciel Fernandes, estão desde a noite da sexta-feira passada (19) numa cela isolada do Presídio Rogério Coutinho Madruga, conhecido também como Pavilhão 5 de Alcaçuz, em Nísia Floresta, na Região Metropolitana de Natal. Os militares são acusados de terem praticado um homicídio na zona rural da cidade de Afonso Bezerra, distante 168 quilômetros da capital, em 23 março deste ano. A vítima foi Jackson Michael da Silva Soares, 24, assassinado com vários disparos de arma de fogo no assentamento Floresta I.
Arquivo TNWendel Cortez e Rosivaldo Azevedo estão no pavilhão cinco de Alcaçuz, o Rogério Coutinho MadrugaWendel Cortez e Rosivaldo Azevedo estão no pavilhão cinco de Alcaçuz, o Rogério Coutinho Madruga

O juiz de Execuções Penais, Henrique Baltazar, confirmou que assinou a transferência dos presos para o Presídio Rogério Coutinho Madruga em decorrência da falta de vagas em outras unidades prisionais e, ainda, pela inexistência de uma penitenciária militar no Rio Grande do Norte. Ele destacou, entretanto, que devido aos dois acusados serem militares, não ocupam uma cela com os demais presos. "O isolamento deles é automático. Não há necessidade deste pedido ao juiz pelo fato deles serem militares", esclareceu o magistrado. A advogada dos policiais, Kátia Pinto, tentou evitar a transferência dos clientes para o presídio, mas não obteve êxito.

Os PMs reformados foram detidos no início da manhã da última sexta por policiais da Divisão Especializada no Combate ao Crime Organizado (Deicor) e do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), no  cumprimento de um mandado de prisão temporária. Ambos foram levados à sede da Deicor, na Ribeira, onde permaneceram por quase dez horas prestando depoimento à delegada Sheila Freitas, titular da Divisão. A delegada não quis falar com a imprensa, nem forneceu detalhes acerca das investigações, alegando que o caso permanece sob segredo de Justiça.

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