PNAD Contínua: taxa de desocupação no RN é de 17,3%

Publicação: 2020-11-27 11:48:00
A taxa de desocupação no Rio Grande do Norte no trimestre de julho a setembro de 2020 foi de 17,3%, no segundo trimestre o número era de 15,0%. Os dados são da pesquisa PNAD Contínua, do IBGE. Em todo o Brasil, a taxa foi a mais alta da série histórica iniciada em 2012, crescendo 1,3 ponto percentual  em relação ao trimestre de abril a junho (13,3%) e 2,8 frente ao trimestre julho a setembro de 2019 (11,8%).

Créditos: Wilson Dias


A taxa de desocupação, percentual de pessoas desocupadas em relação às pessoas na força de trabalho, apresentou estabilidade frente ao trimestre anterior (abril a junho de 2020), porém cresceu em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (julho a setembro de 2020).

A diferença da taxa de desocupação em comparação com o trimestre anterior foi de 2,3 p.p., mesmo assim, foi uma variação que aponta para estabilidade da taxa.

Em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, apresentou diferença de 3,9 p.p., uma variação positiva que representa aumento da taxa de desocupação. Portanto, apesar de estabilidade frente ao trimestre anterior, pode-se afirmar que a taxa de desocupação cresceu quando comparada ao mesmo período de 2019.

Em números absolutos, a PNAD Contínua estima que havia 238 mil desocupados no último trimestre. Ou seja, 238 mil potiguares estavam sem trabalho na semana de referência e tomaram alguma medida para conseguir emprego no período de 30 dias, como entregar currículo, atender a entrevistas de emprego, inscrever-se em concurso, entre outras atitudes.

Essas pessoas estavam disponíveis para assumir o posto de trabalho naquela semana caso o tivessem encontrado, porém não obtiveram êxito.

O nível de ocupação, percentual de pessoas ocupadas em relação às pessoas em idade de trabalhar (aquelas com 14 anos ou mais na data de referência), foi de 39,5%. Isso significa que, do total de 2,88 milhões potiguares em idade de trabalhar, 1,13 milhão estavam ocupados.

Houve estabilidade frente ao trimestre anterior, 39,4%, porém queda em relação ao mesmo trimestre de 2019, 46,9%.

A taxa de participação na força de trabalho, total de pessoas na força de trabalho(ocupadas ou desocupadas) em relação à população em idade de trabalhar, foi de 47,8%, apresentando estabilidade frente ao trimestre anterior, 46,3%, porém houve queda em relação
ao mesmo trimestre de 2020, 54,2%.

No trimestre de julho a setembro de 2020 havia 1,13 milhão de pessoas ocupadas no Rio Grande do Norte. Desse total, estima-se que 47 mil eram empregadores. Dentre eles, 35 mil estavam registrados no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ). Os demais 12 mil atuavam sem cadastro. É classificada como empregadora a pessoa que trabalhava explorando seu próprio negócio ou empresa, com ou sem sócio, tendo pelo menos um empregado; pode ter, ainda, a ajuda de trabalhador não remunerado que seja parente ou morador de seu domicílio.

No terceiro trimestre de 2020, 318 mil pessoas eram trabalhadores por conta própria. Desses, 57 mil estavam cadastrados no CNPJ e o restante, 261 mil trabalhadores, atuava sem cadastro. Trabalhador por conta própria é aquele que explora seu próprio negócio ou empresa sem empregados, podendo contar com ajuda não remunerada de parentes ou membros de seu domicílio naquele trabalho ou empresa.

Os empregados do setor privado (exceto trabalhadores domésticos) eram 475 mil. Destes, 341 mil tinham carteira de trabalho assinada. Já 134 mil atuavam sem carteira. Na categoria de empregados do setor privado incluem-se as pessoas que trabalhavam para um
empregador (pessoa física ou jurídica) do setor privado recebendo remuneração em dinheiro, mercadorias, produtos ou benefícios.

Os trabalhadores domésticos, especificamente, somavam 66 mil pessoas no Rio Grande do Norte, no terceiro trimestre de 2020. Desse grupo, 17 mil tinham carteira de trabalho assinada e outros 49 mil prestavam serviço doméstico sem registro em carteira por este trabalho. O conceito de trabalhador doméstico engloba os profissionais que prestam serviço a um ou mais domicílios.

O total de trabalhadores familiares em auxílio a parentes ou moradores do mesmo domicílio foi de 18 mil no terceiro trimestre de 2020. O grupo é composto pelas pessoas que trabalharam em ajuda a familiares, independente de residirem no seu domicílio, sem receber
remuneração. Os familiares auxiliados podem trabalhar como empregados no setor privado, trabalhadores domésticos, ou até mesmo como empregadores ou trabalhadores por conta própria.

Já os empregados no setor público eram 213 mil no período de julho a setembro de 2020. São consideradas empregadas no setor público as pessoas que trabalhavam para o governo em qualquer esfera: municipal, estadual ou federal. O conceito abrange, além das entidades da administração direta, as fundações, autarquias, empresas públicas e empresas de economia mista. Inclui, ainda, os conselhos de classes profissionais, com devidas exceções.

A força de trabalho é composta pelos ocupados, subocupados por insuficiência de horas e desocupados. No Rio Grande do Norte, 1,38 milhão compunham esse grupo no trimestre de julho a setembro de 2020.

São classificadas como ocupadas na semana de referência as pessoas que, nesse período, trabalharam pelo menos uma hora completa em trabalho remunerado em dinheiro, produtos, mercadorias ou benefícios (moradia, alimentação, roupas, treinamento etc.) ou em trabalho sem remuneração direta, em ajuda a atividade econômica de membro do domicílio ou, ainda, as pessoas que tinham trabalho remunerado do qual estavam temporariamente afastadas nessa semana. Portanto, inclui os empregados (do setor público, ou privado, com ou sem carteira de trabalho assinada, ou estatutários); trabalhadores por conta-própria; empregadores; trabalhadores domésticos (com ou sem carteira de trabalho assinada); e trabalhadores familiares auxiliares.

Os subocupados por insuficiência de horas são a parcela dos ocupados que têm jornada de trabalho inferior a 40 horas semanais, mas gostariam de trabalhar mais horas e estão disponíveis para trabalhar. Ou seja, são pessoas que, apesar de estarem inseridas no mercado de trabalho, encontram-se subutilizadas.

Classificam-se como desocupadas (popurlamente conhecidas como desempregadas) as pessoas sem trabalho na semana de referência, que tomaram alguma providência efetiva para consegui-lo no período de referência de 30 dias e que estavam disponíveis para assumi-lo naquela semana. Consideram-se como desocupadas, também, as pessoas sem trabalho na semana de referência que não tomaram providência efetiva para conseguir trabalho no período de referência de 30 dias porque já haviam conseguido trabalho que aguardavam começar após a semana de referência.

A força de trabalho potencial é composta pelos desalentados, não-desalentados eindisponíveis. De julho a setembro de 2020, havia 342 mil pessoas neste grupo, sendo 207 mil desalentados.

Desalentadas são as pessoas fora da força de trabalho na semana de referência que estavam disponíveis para assumir trabalho na semana de referência, mas não tomaram providência para conseguir trabalho no período de referência de 30 dias por: não ter conseguido trabalho adequado, não ter experiência profissional ou qualificação, não haver trabalho na localidade em que residia, ou não conseguir trabalho por ser considerado muito jovem ou muito idoso.

Os não-desalentados, de modo semelhante, não buscaram trabalho e estavam disponíveis para assumir uma vaga, porém apresentaram outros motivos pelos quais não tomaram iniciativa na procura por trabalho: aguardando resposta de medida tomada há mais de 30 dias; necessidade de cuidar dos afazeres domésticos, filhos ou outros dependentes; e estudo. Indisponíveis são as pessoas que realizaram busca efetiva por trabalho nos últimos 30 dias, mas não se encontravam disponíveis para trabalhar na semana de referência

A força de trabalho ampliada é a junção da força de trabalho com a força de trabalho potencial. É utilizada para evidenciar a subutilização da força de trabalho.

A taxa de subutilização da força de trabalho no Rio Grande do Norte no trimestre de julho a setembro de 2020 foi de 41,3%. Isso significa que 710 mil potiguares estavam na condição de subocupados por insuficiência de horas, desocupados, indisponíveis ou desalentados.






Com informações do IBGE