Polícia Militar do RN tem déficit superior a 6 mil vagas

Publicação: 2019-12-15 00:00:00
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Pela Lei Complementar nº 449, de 20 de dezembro de 2010, que dispõe sobre a Fixação de Efetivo no Estado, o Rio Grande do Norte deveria ter um contingente de 13.466 policiais militares. De acordo com o Coronel Zacarias Mendonça, esse número beira os 7.800 agentes. Segundo balanço da Secretaria de Administração (Sead) até novembro, são 7.436 policiais. Segundo Mendonça, são 910 PMs cedidos a órgãos como Ministério Público, Tribunal de Justiça, Tribunal de Contas do Estado, Assembleia Legislativa e Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed.)

Do contingente da PM, atualmente, uma pequena parcela é de mulheres. Com apenas uma Companhia de Polícia Feminina (CPFem), que completou 27 anos em 2019, há cerca de 200 mulheres na corporação. Em 2014, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esse número era de 209, sendo 2,4% da tropa. Foi a menor proporção na época.

“É pouco demais. O Brasil também, se a gente for pensar relativamente, é pouco. É extremamente necessário, precisa de mulher para estar quebrando com essa coisa de ostensiva operacional rústica masculina e forte. Há que se ter um diálogo a  mais, um pouco mais de humanidade, uma mulher diferente de um homem numa negociação, a frente de uma ocorrência. Ela é sempre mais acolhedora para com as partes. A mulher é necessária em todos os locais.”, lamenta a Subtenente Célia Maria Lins de Melo, 48, que entrou na primeira turma de policiais praças mulheres, em 1990.

Segundo o Coronel Zacarias Mendonça, subcomandante da PM, o número de mulheres na corporação é baixo em virtude da Lei de Fixação de Efetivo. “O efetivo feminino, desde que foi criado, em 1990, ele comporta uma companhia, que só tem no máximo 240 policiais. Infelizmente, até hoje, nossa lei diz que só pode ter esse número de mulheres. Eu sou a favor que o concurso seja misto, mas a nossa lei não diz isso”, comenta.