Política de precificação será mantida

Publicação: 2018-12-06 00:00:00 | Comentários: 0
A+ A-
A Petrobras dará continuidade a políticas adotadas nos últimos anos, durante o processo de recuperação financeira, afirmou o diretor de Estratégia da companhia, Nelson Silva, que apresentou nesta quarta-feira, 5, o plano estratégico dos próximos cinco anos a analistas de mercado em teleconferência.

Por causa do reflexo da oscilação internacional do valor do barril do petróleo, preços nas refinarias mudam quase todos os dias
Por causa do reflexo da oscilação internacional do valor do barril do petróleo, preços nas refinarias mudam quase todos os dias

“Nenhuma das alavancas será abandonada", afirmou o executivo. A ideia é manter a política de paridade internacional de preços e redução da dívida. O programa de parceria e desinvestimento “dará espaço para uma gestão contínua do portfólio", complementou o diretor.

Ele destacou ainda que “rentabilidade e redução dos riscos são palavras-chave do plano estratégico". O avanço no negócio de gás contribuirá para reduzir a concentração geográfica no Brasil. O mercado doméstico sempre será o mais importante, mas o gás poderá ajudar a conectar com o mercado global.

Segundo o executivo, a Petrobras vai retomar o investimento em atividades exploratórias, após anos de recuo, o que “demonstra que a empresa entra numa fase de recuperação", segundo Silva.

Serão investidos “quase US$ 11 bilhões" em exploração de 2019 a 2023, disse o executivo. O valor equivale ao projetado no plano de 2015, ressaltou. Dos US$ 68,8 bilhões que serão investidos no segmento de exploração e produção, 16% irão para exploração, 70% para o desenvolvimento da produção e 14% em infraestrutura e pesquisa e desenvolvimento.

Silva destacou também que a empresa continuará “atuando fortemente em refino", por conta da dimensão e relevância mundial do mercado de combustíveis brasileiro. No plano divulgado nesta quarta-feira, os projetos de destaque nessa área são a segunda fase da Refinaria Abreu e Lima (Rnest) e melhorias nas refinarias existentes para produzir derivados mais “limpos".

Na área de gás natural, o executivo ressaltou que o “GNL é um veículo de crescimento da participação global da companhia", sinalizando que a empresa prevê ampliação da exportação de gás.

Dívida
Segundo Silva, a Petrobras ainda não atingiu o “ponto-ótimo" de desalavancagem, considerando a métrica que compara o endividamento à geração de caixa.

A métrica ideal, segundo o executivo, é de menos de 1,5 vez, que deve ser atingida em 2020. Ele ainda destacou que a “redução da dívida continuará". Disse também que a força de trabalho terá que se adequar aos desafios e que a nova métrica de rentabilidade tem o objetivo a atender aos interesses de retorno aos investidores.



continuar lendo



Deixe seu comentário!

Comentários