Polarização não tirou tranquilidade das eleições

Publicação: 2018-10-08 00:00:00 | Comentários: 0
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A procuradora regional Eleitoral Cibele Benevides Guedes da Fonseca destacou que o Ministério Público chegou ao  fim do primeiro turno das eleições “com a sensação do dever cumprido”, mas também elogiou a postura dos eleitores, que mesmo enfrentando filas não deixaram de cumprir com seu direito do exercício de cidadania, “que pacientemente aguardavam para votar”.

Para Cibele Benevides, as filas também ocorreram em consequência de que muitos eleitores não levaram sua “cola” para votar e tinham também de confirmar os votos em seis telas, além de que algumas urnas apresentaram problemas.

Mesmo assim, segundo ela, “os trabalhos foram conduzidos da melhor forma possível”, tendo inclusive os eleitores comparecendo às seções eleitorais pacificamente “em eleições tão cheias de paixões”.

Cibele Benevides afirmou que o registro negativo “é muito mais com relação à falta de maturidade de alguns membros da classe política”, que ainda sujaram com panfletos as ruas de Natal e de Mossoró, as maiores cidades do Rio Grande do Norte, “ainda se utilizando da velha tática do vôo da madrugada”.

Segundo ela, o MP protocolou representações contra esses candidatos, que “sujaram as ruas com propaganda ilícita” no dia da eleição. Quanto às prisões, a procuradora disse que foram necessárias para a manutenção da ordem, que “apenas confirmaram   que tudo estava funcionando, ou seja, se alguém descumpre a lei, sofrerá as consequências”.

A procuradora eleitoral disse que ficou como reflexão, “a grande quantidade de fake news e noticias que tentam assustar o eleitor e retirar a credibilidade do sistema eleitoral, mas tudo está funcionando bem”. E concluiu: “A  maioria das notícias alarmantes da internet não tem qualquer comprovação e muito atrapalha o trabalho da Justiça, que tenta passar informações claras ao eleitor”.

Cibele Benevides recomenda às pessoas que não repassem aquilo que recebeu de forma “alarmante” e não conseguiu confirmar se é verdadeiro. “O importante é que se celebre o dia da eleição como um dia de vitória, de exercício de cidadania e de igualdade plena numa República, em que a vontade da pessoa mais humilde é externada por o seu voto, que tem exatamente o mesmo peso do voto da pessoa mais poderosa”.

E finalmente, a procuradora disse que “tenhamos maturidade e racionalidade para aceitar qualquer resultado, porque é a expressão da vontade da maioria e essa merece ser respeitada, respeitando-se os direitos das minorias, que são direitos humanos que merecem ser respeitados”.




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