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Policiais avaliam aquartelamento
Publicado: 00:00:00 - 10/01/2019 Atualizado: 01:01:21 - 10/01/2019
Diante da decisão do Governo do Estado de pagar os salários de janeiro e não negociar os atrasados, os praças da Polícia Militar se reúnem na manhã desta quinta-feira, 10, para decidir se aceitam ou não o acordo. A definição do Governo foi feita horas depois dos militares exigirem o pagamento dos atrasados em assembleia. A perspectiva da direção da Associação de Praças, Cabos, Soldados e Subtenentes é que a maior parte da tropa recuse o pagamento de janeiro e pressione com um possível aquartelamento.

Kleber Teixeira
Assembleia será realizada na manhã de hoje. Diretores da Associação que representa a categoria vê risco de aquartelamento

Assembleia será realizada na manhã de hoje. Diretores da Associação que representa a categoria vê risco de aquartelamento

Assembleia será realizada na manhã de hoje. Diretores da Associação que representa a categoria vê risco de “aquartelamento”

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A exigência de receber todo o salário no próximo dia 16 foi uma contraproposta dos policiais militares à apresentada pela governadora Fátima Bezerra na última segunda-feira, 7, de pagar 30% no dia 10 adiantado e o resto no fim do mês. O Governo cedeu a essa data, mas os praças também querem que o salário pago seja referente a folha mensal de dezembro, não a de janeiro, como Fátima decidiu.  Para eles, se a cronologia não for seguida “dezembro fica cada vez mais distante e pode ser uma folha esquecida”. Os oficiais, por outro lado, aceitaram totalmente a proposta.

“Fátima tem a responsabilidade de pagar os salários atrasados. Ela sabia da situação do Estado, já tem 30 anos de vida política. Por isso, que ela cumpra a cronologia e 'dê seus pulos' para colocar os salários em dia. O que não se pode fazer é esquecer dezembro”, disse um dos policiais militares durante a assembleia, chamado Vilanir.

O caso dos policiais militares, assim como das outras categorias que atuam na segurança estadual, é diferente da maior parte dos servidores. Eles estão com duas folhas em atraso, de dezembro e do 13º salário de 2018, enquanto profissionais de outras categorias com salário acima de R$ 5 mil não receberam, além das folhas citadas, o 13º salário ainda de 2017 e novembro do ano passado.

O principal temor dos policiais militares de deixar dezembro em aberto e receber janeiro é o de calote financeiro. Apesar de terem deliberado receber dezembro este mês, ainda temem que isso ocorra com o 13º salário de 2018, que ainda não tem o pagamento definido, nem posição oficial das associações militares. Para esse salário, o Governo afirma que espera conseguir recursos extras, mas a base militar trabalha com a possibilidade de isso não ocorrer.

Durante a assembleia dos cabos, soldados e subtenentes, alguns policiais afirmaram que uma alternativa é o parcelamento, outros defenderam 'radicalização' com aquartelamentos para pôr mais pressão. O assunto ficou em aberto porque não foi objetivo da assembleia desta quarta-feira. A avaliação da direção da associação é esperar a resposta do Governo sobre os recursos extras.

'Pirotecnia'
O anúncio do pagamento do salário de janeiro e a convocação para a realização de diárias operacionais durante a Operação Verão soaram para parte dos militares como 'pirotecnia' do Governo do Estado. “Ela vai usar um dinheiro que poderia pagar o que está atrasado para dizer que o Governo dela está em dia, os atrasos são dos outros”, declarou um cabo da policia militar durante a assembleia da categoria. “Isso é pirotecnia e nós não podemos aceitar”.

Além do medo de calote em relação à decisão de pagar janeiro antes de dezembro, a reação das diárias operacionais se deu depois do Comandante-Geral da Polícia Militar, coronel Alarico, convocar a tropa para reforçar a Operação Verão com diárias operacionais, no último sábado, 5, ao vivo em uma emissora de televisão. Os policiais militares questionaram de onde vem o dinheiro para pagar essas diárias. “Se tem dinheiro para pagar diária, por que não paga os atrasados”, questionaram.

Durante a assembleia, os policiais ainda afirmaram que essas diárias seriam pagar “por um trabalho que foi feito duas vezes: dentro do mês, porque o dinheiro é dos nossos atrasados, e agora na Operação Verão”. “Vamos trabalhar duas vezes para receber uma só”, afirmou um soldado chamado Fagner.

Paralisações
Já estão em curso, ou marcadas, quatro paralisações dos servidores estaduais: médicos e auditores fiscais estão em greve, os agentes penitenciários marcaram uma operação padrão a partir de sábado (12) e os servidores da Saúde farão um apagão no Walfredo Gurgel nesta quinta (10).

Serviços em Greve:

Agentes penitenciários
Quando: paralisação será iniciada no próximo sábado (12)

O que para: os agentes só ficarão responsáveis pelos serviços essenciais, como segurança, alimentação, socorro médico e alvará de soltura

Médicos
Quando: estão em greve desde o dia 27

O que para: só funcionam as urgências e emergências

Auditores fiscais
Quando: estão em greve desde o dia 27

O que para: apenas 30% dos serviços estão em funcionamento


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