Policiais Civis decidem por paralisação dia 21 próximo

Publicação: 2019-10-08 00:00:00 | Comentários: 0
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Os policiais civis decidiram por uma paralisação no dia 21 deste mês caso o Governo do Estado não efetive as promoções e progressões atrasadas e envie um projeto de reestruturação da categoria para o parlamento. A decisão foi realizada na manhã desta segunda-feira (7) durante a assembleia do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol), que contou com cerca de 230 policiais, entre agentes e escrivães.

Decisão foi tirada em assembleia realizada na manhão de ontem com cerca de 230 policiais
Decisão foi tirada em assembleia realizada na manhã de ontem com cerca de 230 policiais

Segundo o Sinpol, as reivindicações atuais foram acordadas em julho com o Governo do Estado para serem efetivadas até o fim deste mês de outubro. A pouco mais de 20 dias para o fim do prazo, o presidente do sindicato, Nilton Arruda, avalia que os avanços foram pequenos, motivando a paralisação do dia 21. “Eu diria que os avanços não aconteceram. Ainda estamos no ponto zero desses projetos”, disse.

“Iniciamos o mês de outubro e nada disso foi feito. Temos processos de promoções que estão prontos para implantação e não foram efetivados pelo Estado. Além disso, até esta data, não temos uma contraproposta do projeto de reestruturação que apresentamos ao Governo”, continuou Nilton.

Desde que o acordo foi firmado, o Sinpol se reuniu quatro vezes com o Governo do Estado para levantar dados técnicos para a efetivação das promoções e progressões e elaboração do projeto de reestruturação. No entanto, Nilton afirmou que as três últimas reuniões marcadas foram canceladas, o que comprometeu o cronograma.

A TRIBUNA DO NORTE tentou entrar em contato com o Governo do Estado para questionar o cumprimento do acordo firmado em julho com os policiais civis. No entanto, não obteve retorno até o fim desta reportagem. O assunto é tratado com o chefe do Gabinete Civil, Raimundo Alves.

Ainda segundo Nilton Arruda, a resposta de cumprimento ou não do acordo deve ser dado no dia 15 deste mês, quando o Sinpol se reúne com a articulação política do Governo. Ate lá, existe a expectativa de avanço das reivindicações, o que pode cancelar a paralisação do dia 21.

“A categoria está insatisfeita com o tratamento recebido até agora, e por isso deliberou por paralisar as atividades no dia 21. No entanto, caso tenhamos avanços até lá, iremos apresentar os resultados das reuniões em nova assembleia e decidiremos sobre a continuidade ou suspensão imediata do movimento”, afirmou o presidente do Sinpol.

Os dados técnicos levantados pelo Sinpol e pelo Governo do Estado mostram que existem 14 processos pendentes de promoção e progressão entre os agentes e os escrivães da Polícia Civil. Isso equivale a cerca de 650 policiais civis – 60% do total. A média de atraso é de quatro anos, segundo Arruda.

Diferentemente da efetivação de progressões e promoções, o projeto de reestruturação do plano de carreiras dos policiais civis também depende da aprovação da Assembleia Legislativa. Nilton Arruda ressalta, entretanto, que o acordo com o Governo do Estado que precisa ser cumprido é o envio do projeto até o dia 31 de outubro.

A categoria afirma que o atual plano é desatualizado e “confuso”: atualmente, os policias progridem na carreira através do aumento de níveis e, posteriormente, da mudança de categoria (agente para chefe de investigação, por exemplo). A proposta do Sinpol é simplificar essas progressões, excluindo os níveis e deixando as classes (através das promoções).

Essa mudança vai trazer um impacto financeiro para o Estado, que está em calamidade declarada desde o dia 2 de janeiro. Nilton ressaltou, entretanto, que a categoria não pede um aumento salarial este ano. “Mudar o plano de carreira vai trazer impacto, claro, mas não é um impacto de aumento salarial. Vai trazer impacto porque pode mudar o nível de cada servidor”, explicou.





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