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Policia
Policiais militares são presos suspeitos de integrarem grupo de extermínio
Publicado: 18:06:00 - 22/06/2016 Atualizado: 20:04:24 - 22/06/2016
Ação realizada em conjunto, nesta quarta-feira (22), que envolveu a Polícia Militar, Polícia Civil, Força Nacional e Ministério Público culminou com a prisão temporária de cinco PMs e um cidadão civil, em Mossoró, suspeitos de integrarem um grupo de extermínio com atuação em cidades do Oeste Potiguar. A operação, denominada Intocáveis, levou outras sete pessoas a prestarem depoimento através de mandados de condução coercitiva. Os detalhes da operação foram divulgados em coletiva de imprensa na tarde de hoje.
Titulares da Sesed e Degepol, além do comandante da PM e do procurador-geral de Justiça, detalharam a operação
O titular da Degepol, Stenio Pimentel, afirmou que as investigações tiveram início após uma chacina ocorrida na cidade de Tibau, em setembro de 2015, onde quatro pessoas da mesma família foram executadas. "A forma cruel como se deu essa chacina motivou o início das investigações, onde ficou constatado a presença de agentes de segurança envolvidos neste e em outros crimes", afirmou.

Os policiais presos temporariamente foram identificados como Alex José de Oliveira, Alan George de Menezes, Edimar Gomes da Silva, Paulo César da Silva e Renixon Felício da Silva. Os cinco PMs foram transferidos para o presídio militar. O civil foi identificado como Italo Ross Soares Carvalho, que foi detido em flagrante.

Nove inquéritos foram instaurados pela força-tarefa dos órgãos envolvidos para investigarem a participação de policiais e outros envolvidos em 14 homicídios e três tentativas. Além das prisões e das conduções coercitivas, vasto material de armas e munições, além de roupas de camuflagem, foi apreendido.

Na avaliação do secretário de segurança pública, Ronaldo Lundgren, a prisão dos suspeitos deverá transmitir mais segurança à população de Mossoró e região. "Embora a gente reconheça que algumas pessoas ainda confundem a atuação de grupos de justiceiros como se eles estivessem fazendo um bem à sociedade. As provas indicam que essas pessoas atuavam fora da lei, e isso não pode ser permitido por forças policiais", afirmou.

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