Por entre as ruas da vila

Publicação: 2017-11-10 00:32:00 | Comentários: 0
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Jornalista graduada, Ricelly Sousa recentemente retornou ao ambiente acadêmico para estudar Teatro. Segundo ela, “na busca por um conhecimento que abarque as vivências trazidas pelos ricos encontros com a cultura popular, principalmente no convívio com o mestre Severino Bernardo Santiago, cantando e dançando Coco em sua roda já há alguns anos”.

Na imagem, a jornalista e estudante de teatro Ricelly Sousa
Na imagem, a jornalista e estudante de teatro Ricelly Sousa

Moradora da Vila de Ponta Negra, Ricelly adora passear pelas ruas do bairro. É lá que ela se distrai revendo conhecidos, jogando conversa fora e petiscando nos estabelecimentos nas redondezas. “É fácil me encontrar pelas ruas desse território que abriga meu afeto, comendo um espetinho com farofa e vinagrete, um guisado ou um caldo de camarão, acompanhados daquela cerveja gelada em Ferreira’s Bar, logo ali atrás do terminal dos ônibus, onde sou recebida com um abraço caloroso pelo próprio Ferreira e sua esposa Zeza, dona das mãos de fada que dosam amor e tempero do sertão no junteiro da panela”, diz.

Outro de seus locais prediletos na Vila é a Tapiocaria da Vó. É lá que ela encontra alguns de seus artistas queridos: Ananda Krishna, Angelo Angolano e Silvia Benigno, Clara Pinheiro e Zé Caxangá, Sami Tarik, Silvia Sol e Léo Costa, Rafaela Brito, Catumbi, Heliana Pinheiro e Joca Costa, Vânia Maria, Danúbio Gomes.

"Se for me chamar pra sair o melhor dia é na sexta-feira, principalmente se for a primeira do mês, quando tem Varieté na Tropa Trupe. Se for no 'sábu', como diz mestre Severino, vou dar uma olhada se tá rolando alguma coisa ali pela Ribeira, na Boca Cultural, Casa da Ribeira, Espaço Girandança, Pinacoteca ou no Ateliê Bar e Petiscaria”, conta a potiguar, que nos domingos prefere ficar na sua área. “Sendo o dia da feira multicultural Domingo na Vila, venha simbora ver muita gente linda reunida, que empreende artesanalmente, e onde vou aproveitar para pegar minha calça thai da Höröyá, minha cartucheira nova da SóLuar&Arte, garimpar no Escambo das Rachas, ver as novidades da Brisa, DAN, Selenartes, SetraVlis, Mandalas Kuatiá, os bordados de Edzita Sigoviva, e quem mais tiver expondo por lá”, sugere.

Mas se o domingo for o terceiro domingo do mês, não dá outra: “É certeza eu te chamar pra tomar um banho de mar e brincar Coco na beirada do pé do Morro do Careca, tomar uma lapada de cana com mel e limão – famosa meladinha, cantar, tocar, dançar e se divertir na gréia que é o Coco no Pé”, detalha.

“Mas se você tiver com preguiça de aceitar meu convite, indico que ao invés de perder tempo procurando um Filmeousérieflix, saia de casa e caminhe pelas ruas, conheça as pessoas que habitam o mesmo lugar onde você mora, frequente suas casas e as torne sua família. Dedique tempo a sua avó, sua ligação ancestral direta. Adote um gato ou um cachorro e cuide do seu jardim. E se precisar pausar os pensamentos numa leitura, preencha-se de Manoel de Barros”.


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