Por falta de saneamento, Região metropolitana perdeu R$ 78 mi

Publicação: 2018-11-08 00:00:00 | Comentários: 0
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A região metropolitana de Natal perdeu 78,3 milhões por não ter universalizado seu sistema de saneamento básico, entre 2004 e 2016. Os dados são do estudo do Instituto Trata Brasil, intitulado “Benefícios Econômicos e Sociais da Expansão do Saneamento Brasileiro 2018”, que mostram que a expansão dos serviços de água e esgotos no país traz muito mais do que apenas qualidade de vida. A projeção do Instituto é que em duas décadas (entre 2016 e 2036), a perda seja de mais R$ 462,6 milhões. No Brasil, a projeção de perda anual é de 56 bilhões.

Falta de saneamento impacta nos custos com saúde, produtividade, turismo, entre outros
Falta de saneamento impacta nos custos com saúde, produtividade, turismo, entre outros

O cálculo para chegar ao prejuízo é feito com base em benefícios e despesas com saneamento. A universalização do saneamento leva em conta a redução dos custos com saúde, aumento de produtividade, valorização imobiliária, expansão do turismo, renda geradas pelo investimento, renda das operações e impostos.  Os investimentos feitos e o maior acesso das pessoas trazem ganhos econômicos e sociais concretos, especialmente nos setores da saúde, educação, produtividade, turismo e valorização imobiliária.

O investimento na expansão da rede de saneamento na região metropolitana de Natal, entre 2004 e 2016, foi de 68 milhões. A região metropolitana entre as capitais do Nordeste que mais recebeu investimento foi e Recife, com R$ 323 milhões. Com menos investimentos, foi a RM de Maceió, com R$ 24 milhões. A Região Metropolitana de Natal ocupa a 5º posição entre os estados do Nordeste.

Os indicadores de saneamento apontam que na Região Metropolitana de Natal, houve um aumento de 5,3  pontos percentuais na quantidade de pessoas com acesso à água tratada, entre 2004 e 2016, saindo de 85,6% para 90,9%. Também houve um aumento da população com acesso à coleta de esgoto, de 3,5 pontos, de 22,8% para 26,3%. Apenas 23,6% era parcela da água consumida que era tratada, em 2016, Em 2004, o percentual era de 20,8%.

Nas cidades do RN com acesso a saneamento, a remuneração era o dobro  (R$ 2.400,06 por mês) dos locais sem sanamento (R$ 1.164,20 por mês). A diferença também ocorre em Natal. Nos locais com saneamento, a remuneração mensal média foi de R$ 3.237,21, sem saneamento esse valor é R$  1.435,61. O RN está acima da média do Nordeste, que foi R$ 2.024,62 para locais com saneamento e R$ 918,39 sem saneamento. 

Pelos dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, o país ainda tinha 35 milhões de brasileiros sem acesso à água, mais de 100 milhões de pessoas sem coleta dos esgotos e somente 44,92% dos esgotos eram tratados. Isso significa que temos um enorme desafio para que o saneamento chegue a todos.

Considerando o custo médio nacional para se levar água e esgotos às moradias, o estudo estimou que serão necessários R$ 443,5 bilhões em 20 anos para que todos os brasileiros tenham acesso aos serviços de água e esgoto, ou seja, precisaríamos de um investimento anual mínimo de R$ 22,2 bilhões. O valor presente dos investimentos será de R$ 241,3 bilhões.

Em duas décadas, já descontando os custos da universalização, os ganhos econômicos e sociais trazidos pela expansão dos serviços em suas diversas áreas alcançariam R$ 1,125 trilhão. Isso significa que a universalização do saneamento traria ganhos   muito superiores aos custos da universalização. Esse valor é o balanço entre os benefícios diretos e os ganhos com a redução de externalidades da falta de saneamento de R$ 1,521 trilhão, de um lado, e os custos da universalização, de outro.




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