Potencial costeiro do Rio Grande do Norte é debatido em evento

Publicação: 2019-09-10 00:00:00 | Comentários: 0
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O potencial de desenvolvimento econômico da costa marítima do Rio Grande do Norte foi debatido nesta segunda-feira, 9, em Natal. Com aproximadamente 400 quilômetros de litoral e uma localização geográfica tida por analistas e estudiosos da área como privilegiada, a exploração sustentável dessa potencialidade natural foi apresentada a empresários, pesquisadores e representantes de entidades empresariais com base em estudos de viabilidade técnica e financeira feitos em outras partes do mundo com aspectos geográficos similares aos do Rio Grande do Norte.

Empresários, estudiosos e representantes de entidades empresariais acompanharam apresentação dos exemplos de Portugal
Empresários, estudiosos e representantes de entidades empresariais acompanharam apresentação dos exemplos de Portugal

O economista português Miguel Marques, um dos consultores da empresa PricewaterCoopers (PwC), apresentou um dos casos. Entre outros fatores para a dificuldade de se alavancar essa área no Brasil e no mundo, ele cita a operacionalização no mar como algo complexo e com necessidade de investimento, mas cita que o Brasil e o Rio Grande do Norte podem crescer.

“A China tem crescido muito nas indústrias e no mar também. O Brasil, tal qual a China, é um país muito grande. Na indústria alimentar e no turismo tem uma presença, mas comparativamente, o Brasil tem usado menos o mar. Em termos relativos, é possível fazer melhor, de uma forma inclusiva e sustentável”, disse.

Uma das experiências citadas pelo economista português para traçar novos rumos da viabilidade das atividades do mar foi a questão estatística. Ele aponta, por exemplo, que gerir os números do mar é um primeiro passo para alavancar ainda mais a indústria nesse setor.

“Durante dez anos, Portugal investiu muito nisso e foi o primeiro país no mundo a criar o Conta Satélite do mar. Se nós começarmos a olhar para o mar em termos de números, podemos tomar melhores decisões”, disse.

Quem também participou da discussão foi Vinícius Rêgo, sócio da PwC Brasil e líder da empresa em Recife, que mapeia essas potencialidades dos Estados nordestinos, incluindo o RN.

“Quando nós olhamos os Estados costeiros aqui no Nordeste vemos um grande potencial na economia do mar. A fileira alimentar, aquicultura, turismo, esportes náuticos, logística. Percebemos que há uma ligação muito forte com o mar. População crescendo na costa, próximo ao mar. Entendemos que é importante prover a sociedade com dados em relação a essa economia para que a sociedade possa conhecer o que é esta riqueza e possa tomar melhores decisões”, disse.

Análise
O CEO da Gentil Negócios, Glauber Gentil, disse que o que falta ao Rio Grande do Norte para alavancar o desenvolvimento nessa área é o “pensamento empreendedor e a cultura da inovação”. Aliado a isso, o empresário opinou que o mar pode ser uma das saídas para a crise financeira do Estado.

“Talvez seja uma rota de solução. Uma costa do tamanho da nossa, com as belezas e os potenciais que a terra nos deu, sal, petróleo, turismo. Com mais conteúdo e com mais gente para fazer mais, conseguimos provocar um ambiente que começa a entender as oportunidades que existem entre economia e o meio ambiente e fazer do nosso litoral um ativo competitivo para gerar valor para o Estado”, declarou.




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