Prédio da Sesap oferece risco

Publicação: 2014-11-13 00:00:00 | Comentários: 0
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Arthur Barbalho
Repórter

O prédio onde funciona a Secretaria de Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap), na avenida Deodoro, pode ser interditado no próximo mês. O motivo é uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), que alerta para às más condições do prédio com riscos de incêndio e que colocam em risco à segurança dos servidores.
Magnus NascimentoPrédio da avenida Deododo é alvo de ação sobre segurançaPrédio da avenida Deododo é alvo de ação sobre segurança

De acordo com Ileana Neiva, procuradora regional do trabalho, o pedido de intervenção se deve após diversas denúncias feitas por servidores sobre o risco de se trabalhar no local. “Os servidores iam até o CEREST (Centro de Referência e Saúde do Trabalhador) e relatavam sobre a situação do prédio, que apresenta diversos problemas. Assim, a Comissão Intersetorial de Saúde do Trabalhador fez a denúncia. O Corpo de Bombeiros realizou duas vistorias no local e identificou os  problemas”, disse ela.

Na petição inicial, a fiscalização realizada pelo CEREST/RN encontrou diversos problemas no que diz respeito às instalações elétricas. O texto afirma que “a atual situação, de todos os andares do prédio, é caótica”. O texto relata problemas em relação à fiação exposta; sobrecarga do sistema elétrico e estrutura defasada; presença de tubulação fluvial passando sobre equipamentos energizados da subestação, que ficam localizados no subsolo do prédio; caixas de força sem tampa para isolamento ou tampas adaptadas, sem o isolamento adequado; além de luminárias que apresentam infiltração, localizadas no 7º andar do prédio.

Até mesmo os equipamentos usados para combate a incêndios não apresentam boas condições de uso. No documento apresentado pelo MPT, são relatados falta de mangueiras no térreo e no 4º andar, bem como o acoplamento do hidrante no 13º andar. Nos andares que contam com o equipamento, as caixas de mangueiras apresentam péssimas condições de uso, como ferrugem, portas emperradas, falta de sinalização e vidros quebrados. Há ainda o problema de alcance, uma vez que as mangueiras são curtas e não atendem todas as áreas de cada andar. Sobre os extintores, o texto lembra que eles estão instalados a mais de 1,65m de altura, em desacordo com as determinações legais.

A procuradora disse ainda uma vistoria realizada pelo Corpo de Bombeiros após o incêndio que atingiu o prédio em 2011 constatou que vários corredores foram reduzidos para a criação de novas salas. “Isso causa o estreitamento das rotas de fuga em caso de incêndio. É um risco a mais que se cria para os trabalhadores. Não há, por exemplo, sinalização de emergência adequada.”, lembra Ileana. O próprio gerador do prédio, que funciona a diesel, está quebrado.

Em novembro do ano passado, uma vistoria realizada pelos Bombeiros constatou a falta de um projeto de combate a incêndio e pânico na Sesap, reiterando vários problemas já vistos em 2011. O texto da petição apresentado pelo MPT apontou a “necessidade de medidas urgentes, ‘pois existe risco de prejuízos humanos e materiais’”.

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