Prédio do antigo Papi não vai abrigar leitos durante crise do coronavírus

Publicação: 2020-03-26 09:14:00
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A expectativa do Governo do Estado em utilizar a estrutura do antigo hospital Papi para abrigar leitos voltados ao atendimento a pacientes infectados pelo coronavírus não poderá ser confirmada. O hospital não tem condições de ser utilizado para esse fim antes de uma ampla reforma que demandaria pelo menos quatro meses. É o que afirma Luiz Roberto Fonseca, diretor do Hospital Rio Grande, que faz parte do grupo que vai comprar o prédio do antigo Papi. A informação foi confirmada na manhã desta quinta-feira (26), em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan News Natal.
Créditos: Adriano AbreuDiretor do Hospital Rio Grande, Luiz Roberto Fonseca afirma que prédio do Papi precisa de ampla reformaDiretor do Hospital Rio Grande, Luiz Roberto Fonseca afirma que prédio do Papi precisa de ampla reforma


Com planos de que o antigo Papi fosse um hospital emergencial durante a crise do novo coronavírus, o Governo do Estado publicou, no domingo (22), uma portaria requisitando a estrutura do prédio para utilizar por 180 o local. A informação repassada pela Secretaria de Infraestrutura do Estado (SIN) foi de que ainda não havia sido realizada a inspeção no local até a quarta-feira (25). Contudo, Luiz Roberto Fonseca disse que o local não reúne condições para ser utilizado na crise do coronavírus.

"O Papi é impossível de ser utilizado com a finalidade do enfrentamento à pandemia. Até nos causou um certo grau de surpresa com o requerimento do Papi, porque a estrutura vai carecer de quatro a seis meses, no melhor dos cenários, para estar apta à utilização", disse o diretor do Hospital Rio Grande, que também foi secretário de Saúde de Natal e do Estado. "A estrutura está inclusive com risco de utilização, está muito deteriorada, abandonada há mais de quatro anos", ressaltou.

O prédio do Papi, que tem 2.860m² e capacidade atual para 150 leitos, foi comprado pelos grupos Delfin e Incor Natal, proprietários também do Hospital Rio Grande, por R$ 18,9 milhões. De acordo com Luiz Roberto Fonseca, o prédio deverá passar por reformas que durarão entre seis e nove meses, com um custo inicial estimado de R$ 5 milhões, e será implantada uma unidade de atendimento materno-infantil.





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