Prévia da inflação para outubro fica em 0,09%; é a menor taxa para o mês desde 1998

Publicação: 2019-10-23 00:00:00 | Comentários: 0
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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15), prévia do indicador oficial de inflação, registrou alta de 0,09% em outubro, mesma taxa de setembro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É a menor taxa para meses de outubro desde 1998, quando houve alta de 0,01%. O número reforçou o cenário de inflação comportada e abaixo da meta, mas arrefeceu apostas numa aceleração dos cortes na taxa básica de juros, 5,5% hoje.

Entre as quedas, o destaque ficou por conta do grupo Alimentação que apresentou deflação (-0,25%) pelo terceiro mês seguido
Entre as quedas, o destaque ficou por conta do grupo Alimentação que apresentou deflação (-0,25%) pelo terceiro mês seguido

Segundo informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a alta acumulada este ano está em 2,69%. Nos últimos 12 meses, ficou em 2,72%. Os grupos de saúde e cuidados pessoais, com 0,85%, e transportes, com 0,35%, foram os responsáveis por puxar o IPCA-15 para cima em outubro.

De acordo com o órgão, o grupo Saúde e cuidados pessoais teve também o maior impacto, 0,10 ponto percentual (p.p.), entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados. O setor de Transportes anotou a segunda maior variação positiva (0,35%), que contribuíram com 0,06 p.p. no índice do mês. Entre as quedas, o destaque ficou novamente por conta do grupo Alimentação e bebidas (-0,25%), que apresentou deflação pelo terceiro mês seguido.

Os preços de Habitação (-0,23%) e Artigos de residência (-0,21%) também recuaram em relação a setembro. Entre os combustíveis, a gasolina, que havia apresentado queda há um mês (-0,06%), apresentou uma alta de 0,76% em outubro e teve áreas variando entre 0,18% (região metropolitana de Porto Alegre) e 2,15% (região metropolitana de Fortaleza). Já os valores do óleo diesel (3,33%), do etanol (0,52%) e do gás veicular (0,23%) também subiram.

O resultado ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados na pesquisa do Projeções Broadcast, que esperavam de uma queda de 0,03% a uma alta de 0,12%, mas veio superior à mediana de 0,03%.

Com o resultado agora anunciado, o IPCA-15 acumulado ficou abaixo do piso da meta de inflação para 2019, que é de 4,25%, com margem de tolerância de 1,5 ponto para cima ou para baixo, mas acima da mediana das estimativas do mercado financeiro. As projeções iam de avanço de 2,60% a 2,75%, com mediana de 2,66%.

Projeções
Relatório de Mercado Focus divulgado na segunda-feira (21), pelo Banco Central, mostra que a mediana para o IPCA este ano passou de alta de 3,28% para elevação de 3,26%. Há um mês, estava em 3,44%. A projeção para o índice em 2020 foi de 3,73% para 3,66%. Quatro semanas atrás, estava em 3,80%.

O relatório Focus trouxe ainda a projeção para o IPCA em 2021, que seguiu em 3,75%. No caso de 2022, a expectativa permaneceu em 3,50%. Há quatro semanas, essas projeções eram de 3,75% e 3,50%, respectivamente.

A projeção dos economistas para a inflação está abaixo do centro da meta de 2019, de 4,25%, sendo que a margem de tolerância é de 1,5 ponto porcentual (índice de 2,75% a 5,75%). Para 2020, a meta é de 4%, com margem de 1,5 ponto (de 2,50% a 5,50%). No caso de 2021, a meta é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%). Já a meta de 2022 é de 3,50%, com margem de 1,5 ponto (de 2,00% a 5,00%).

Números
2,72% é o índice de inflação acumulado nos últimos 12 meses, segundo os dados divulgados ontem pelo IBGE

0,25% foi a queda verificada nos preços dos itens de Alimentação, segundo a pesquisa. Bebidas também tiveram deflação





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