Praças serão lugar de cultivo

Publicação: 2014-11-16 00:00:00
Para incentivar a população a preservar as áreas verdes da cidade, a  Semurb desenvolveu um projeto piloto na praça Garotinho da Copa, no bairro de Gramoré, na região Norte, voltado para a produção de hortaliças e plantas ornamentais. O local foi todo preparado para receber esse tipo de cultivo com taludes em concreto e cercamento, para evitar a entrada de animais. A praça, que passou por uma reforma recentemente, recebeu em uma das áreas um tratamento diferenciado para abrigar uma horta comunitária. “A princípio, houve uma resistência da comunidade por motivo da falta de segurança”, diz a chefe do setor de Educação Ambiental da Semurb, Solange Brito.  A alternativa encontrada pelos educadores ambientais do órgão foi sensibilizar grupos de idosos e de escoteiros da localidade para cuidar da horta, que inicialmente receberá mudas de plantas medicinais e ornamentais. O trabalho foi iniciado em junho, com reuniões e pesquisa. Novos encontros com esses grupos estão agendados para a próxima semana, visando articular o trabalho e iniciar o plantio ainda neste ano. Para isso, a Semurb disponibilizará mudas e apoio técnico para orientar a forma correta de plantar e manter as plantações. Além disso, fará um trabalho de sensibilização junto à população, alertando para a importância da preservação e manutenção do espaço, que servirá a toda coletividade. A ideia é estender a experiência a outras áreas públicas do município, com a finalidade de preservá-las e impedir que sejam alvo de ocupação irregular.

Verduras brotam em canos e pneus

O design de fotografia Breno Leonard Almeida Queiroz, de 35 anos, comprova que não é mesmo difícil fazer uma horta. E também que o espaço não precisa ser grande. No quintal de casa – um terreno pequeno – ele planta mais de dez tipos de legumes e verduras, além de algumas frutas. Tem rúcula, coentro, alface (verde e crespo), cebola (branca e roxa), pimentão, couve, tomate (de dois tipos), alho, cebolinha, manjericão da folha larga, pimenta de cheiro e maxixe.

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Breno começou a horta há pouco mais de três meses e já está colhendo. “Em uma semana, você já vê tudo brotando. Precisa de cuidados mínimos. Basicamente arrancar o mato e aguar para ter fruta e verdura de primeira, sem nenhum tipo de agrotóxico”. Se o trabalho para fazer e manter uma horta orgânica não é muito, o mesmo pode ser dito do custo. Breno usou como suporte para as plantas pneus velhos e canos de PVC.  “Os pneus são a opção mais barata. Você pode simplesmente ir à borracharia e pedir os pneus a alguém. Depois, é só cortar a boca deles e colocar areia e adubo, na proporção de 1 para 1, deixar curtir uns três a quatro dias e jogar a semente em cima”, ensina ele, que viu as dicas na internet. “O gasto com a estrutura de canos PVC pode diminuir se a pessoa usar garrafas pet para fazer as tampas”, completa. Autodidata em matéria de agronomia, Breno recorre a várias fontes para adquirir conhecimento e aplicar em sua horta. “Cismei de fazer e fui fazendo”, conta ele, que assistindo ao Globo Rural, por exemplo, aprendeu que o alho serve para espantar a maioria das pragas. “Usei aqui e deu certo”.

Tudo que sai do quintal vai para a mesa da família, que além de economizar nas compras do supermercado ainda tem a garantia de estar consumindo alimentos saudáveis”. Breno, que já planeja ampliar a horta. “Consegui outros pneus velhos e vou plantar mais”.