Preço do barril de petróleo sobe 10% após ataque terrorista

Publicação: 2019-09-17 00:00:00 | Comentários: 0
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As ações da Petrobras mostraram alta na manhã desta segunda-feira, 16, após o ataque a unidades de processamento de petróleo da Saudi Aramco, na Arábia Saudita, no sábado, 15. O ataque foi reivindicados pelos rebeldes houthis do Iêmen. Às 11h30 as ações ordinárias da companhia (ON, com direito a voto) avançavam 3,61%, sendo cotadas a R$ 30,73, enquanto as preferenciais (PN, sem direito a voto) subiam 3,31%, a R$ 27,77; mais cedo a alta chegou a 4%.

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Com petróleo mais caro, combustíveis deverão subir nos postos

O ataque comprometeu metade da produção da petrolífera saudita. Com isso, os preços do petróleo dos tipos Brent e WTI mostraram alta de mais de 10%. As ações de companhias petrolíferas ao redor do mundo também tiveram forte alta, incluindo as americanas ExxonMobil e Chevron, e as europeias Shell e BP.

“Para a Petrobras, vemos como positiva a alta do petróleo, contribuindo não só para o melhor preço de venda da commodity como também pode aumentar o interesse pelos ativos da cessão onerosa, com leilão previsto para os próximos meses", apontou Luis Gustavo Pereira, estrategista da Guide Investimentos.

A alta no petróleo também afeta os papéis das empresas aéreas brasileiras: as ações PN da Gol caíam 6,53% e as da Azul, 7,42%.

A XP Investimentos destaca em relatório que cerca de 30% dos custos das companhias aéreas estão relacionados ao querosene de aviação, que deve subir com o petróleo mais caro.

O Ibovespa, principal índice de Bolsa de São Paulo, chegou a subir na abertura do dia, atingindo a máxima de 103.713,17 pontos, mas logo em seguida passou a cair, com a maioria das ações da carteira do índice cedendo.

Às 11h43, depois de chegar à mínima de 102.782,33 pontos, tinha queda de 0,07%, aos 103.431,20 pontos. Vale lembrar que esta segunda-feira é dia de vencimento de opções sobre ações, o que tende a gerar instabilidade. Às 11h51, o dólar era cotado a R$ 4,0824, com queda de 0,09%.

Riscos
O ataque a unidades da petroleira Saudi Aramco, na Arábia Saudita, no último sábado, seria equivalente ao atentado contra às torres gêmeas, nos Estados Unidos, em 11 de setembro de 2001, ao se considerar o risco ao mercado de petróleo. A afirmação foi feita pelo diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Décio Oddone.

“Do ponto de vista do risco, o evento de sábado pode ser considerado uma espécie de 9/11 (ataque às torres gêmeas) do mercado do petróleo. Depois dele a sensação de risco aumentará", escreveu Oddone, em sua conta no Twitter.

A conta não é verificada pela rede social, mas a sua autenticidade foi confirmada pela comunicação da ANP.

Ainda conforme Oddone, medidas preventivas depois do atentado devem ser adotadas, o que também tende a impactar negativamente nos custos operacionais.

Números
10% foi o percentual de elevação do custo do barril de petróleo

30% dos custos das companhias aéreas são relativos ao querosene de aviação





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