Prefeitura de Ceará-Mirim quer guarda do Guaporé

Publicação: 2017-04-11 00:00:00 | Comentários: 0
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A Prefeitura de Ceará-Mirim tem plano para o Casarão Guaporé. Segundo a secretária de Meio Ambiente e Turismo, Rosi Dantas, desde o início de 2017 a uma equipe técnica da prefeitura tem feito um levantamento sobre a situação dos monumentos do roteiro dos engenhos para que seja buscado os meios para a revitalização dos espaços.
Casarão do engenho Guaporé tem a tutela temporária da Fundação José Augusto
“O Casarão Guaporé já tem o estudo técnico feito, inclusive com o valor de sua reforma já orçado. Nosso objetivo é retomar o Museu Nilo Pereira. A prefeitura tem esse compromisso”, afirma a secretária.  “Estamos buscando investimentos. Está sendo elaborado um projeto técnico para buscar esses recursos recursos em órgãos nacionais e internacionais”. Construído em meados de 1850, a Casa Grande do Engenho Guaporé abrigou o Museu Nilo Pereira a partir de 1978. No entanto, desde pelo menos 16 anos o museu foi desativado e o prédio ficou ao relento. Em fevereiro de 2017, um grupo de artista do município passou a cuidar do espaço, limpando e pintando a história de Ceará-Mirim nas paredes internas.

Para secretária, esse tipo de ação dos artistas não foi correta. “O que eles fizeram é ilegal. Ocupar e fazer pinturas nas paredes de um lugar que é patrimônio histórico não foi a melhor maneira de tentar movimentar o espaço. É um prédio tombado pelo Estado. Dará mais trabalho fazer a recuperação do imóvel”, diz Rosi Dantas. Ela explica que a tutela temporária do prédio está com o Estado, por meio da Fundação José Augusto, mas espera que essa condição burocrática seja mudada para a Prefeitura assumir a administração do lugar. “Vamos requerer o espaço para revitalizar e administrar”.

“Temos arquitetos, engenheiros, geógrafos trabalhando no levantamento das condições do roteiro de engenhos. Ali está a base da história de Ceará-Mirim. Temos um interesse especial pela preservação daquela área”, comenta a gestora. “É um circuito de arquitetura neo-clássica, histórica. É importante para a cidade ter essa área revitalizada”.

Rosi explica que muitos dos engenhos do município estão em situação precária por conta falta de recursos de sucessivas gestões. Mas não só isso. “A maioria está na mão de herdeiros e particulares. É difícil entrar em contato. Alguns não tem o interesse ou os recursos para manter em boas condições os prédios”, diz.  Rosi dá como exemplo dois importantes prédios históricos cuja a administração está com a prefeitura, no caso, a residência onde está instalada a Biblioteca  José Pacheco Dantas, que remonta a 1945, e o Solar dos Antunes, do final do século XIX e que hoje abriga a sede da Prefeitura de Ceará-Mirim. “É uma perda cultural e histórica para a cidade “.


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