Prefeitura do Natal tem prejuízo de R$ 600 mil por ano com vandalismo na rede de iluminação pública

Publicação: 2015-05-06 00:00:00 | Comentários: 0
A+ A-
O vandalismo na rede de iluminação pública custa caro à Prefeitura de Natal. Segundo dados da Secretaria de Serviços Urbanos da capital potiguar (Semsur), o gasto para reparar danos na estrutura da rede de energia elétrica, causados por vandalismo ou roubo chega a R$ 600 mil, por ano. Dinheiro esse que sai do bolso do contribuinte. De acordo com Antônio Fernandes de Carvalho Júnior, titular da Semsur, são vários os casos de danos à iluminação pública, que vão desde o furto de fiação e lâmpadas, ações de vandalismo ou troca clandestina de lâmpadas.

“O grande problema hoje é o clandestino. O aumento de potência hoje é uma febre. As pessoas pagam para alguém substituir uma lâmpada por outra de potência maior. E isto é um serviço que precisa de um estudo antes de ser feito, porque não envolve apenas a substituição da lâmpada. É algo que está em massa, uma vez que é o método que eles usam é muito mais rápido que o da Prefeitura. Nós trabalhamos com lâmpadas de 150 watts de potência em ruas, enquanto os clandestinos estão colocando outras com potência entre 250 e 400 watts. Isso só se usa em avenidas. Essas que são retiradas nós não sabemos para onde vão”, conta.
Alex RégisViaduto na Prudente de Morais: recentemente alguns refletores e fiação da rede elétrica distribuídos ao longo da estrutura foram roubadosViaduto na Prudente de Morais: recentemente alguns refletores e fiação da rede elétrica distribuídos ao longo da estrutura foram roubados

Há casos de pessoas que pagam entre R$ 150 e R$ 200 para a substituição de uma lâmpada de força de clandestina. “Além disso, do jeito que a rede está, essas lâmpadas de potência alta queimam em um espaço muito curto de tempo. E quando queima, não é só a lâmpada, pois se perde também reator, fios, chave magnética. É outro transtorno para o cidadão”, afirma ele.

Além disso, segundo o secretário, já foram identificados casos de roubos não apenas de lâmpadas, mas de toda a estrutura da luminária instalada em postes da Prefeitura. “Tivemos um caso de um morador que registrou com uma câmera de segurança um homem em uma caminhonete, chegando na frente da casa dele portando todos os EPIs (equipamentos de proteção individual) e retirando uma luminária completa, com lâmpada, braço (a haste de metal que segura a estrutura), tudo. Depois ele sai com a maior tranquilidade. Esse equipamento depois termina sendo instalado em outro lugar, onde uma pessoa pagou pelo serviço”.

Dois casos recentes chamaram a atenção das autoridades públicas. Um foi o roubo de fiação da Ponte Newton Navarro, que liga as zonas Leste e Norte de Natal. O outro foi o do viaduto da avenida Prudente de Morais, na zona Sul. Ambas contam com um sistema de iluminação especial.

“Só na ponte Newton Navarro tivemos dois casos de furto de cabos e fios. No viaduto da Prudente, até agora estamos com o problema, porque acabou queimando o controlador dos leds da iluminação. Estamos tentando conseguir um novo equipamento, que não existe aqui em Natal”, diz. O preço de um controlador, segundo Antônio Júnior, é de R$ 16 mil.

Aumento de potência
O secretário garantiu que a licitação para a aumento de potência na rede de iluminação pública de Natal está em trâmite e deve ser publicada nos próximos dias. “Temos muitos casos de pessoas que ligam para o call center e quando chegamos lá está tudo ok, mas as pessoas querem uma lâmpada mais potente. Estamos esperando. A licitação está tramitando e quando sair a execução, deverá ser um serviço demorado. Sabemos que a iluminação faz parte de um tripé de segurança pública, mas pedimos um pouco de paciência à população, uma vez que a licitação não é uma coisa rápida”, lembra. A expectativa é que a publicação ocorra nos até a próxima semana.

O titular da Semsur informou que a própria população pode denunciar casos roubo e/ou furto relacionados ao sistema de iluminação pública na capital, através do call center do órgão, no número 0800 281 8990. “É importante que a população no ajude a coibir esse tipo de ação, que é danosa para o consumidor e onerosa para o Poder Público”, reforça ele.

continuar lendo



Deixe seu comentário!

Comentários