Prefeitura estuda shows virtuais para o Natal em Natal e Réveillon

Publicação: 2020-08-09 00:00:00
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A chegada das festas de fim de ano é acompanhada, na capital potiguar, de dois dos principais eventos do calendário anual da cidade: o Natal em Natal e o Reveillón, com queima de fogos nas zonas administrativas do município. As duas festas já estão alinhadas por parte do Executivo municipal que não acontecerão nos moldes dos anos anteriores, em virtude das aglomerações e a Prefeitura do Natal analisa eventos de forma remota.

Créditos: Alex RegisShows do Natal em Natal devem acontecer de forma virtual este ano para evitar aglomeraçõesShows do Natal em Natal devem acontecer de forma virtual este ano para evitar aglomerações

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De acordo com o secretário de Cultura de Natal, Dácio Galvão, as discussões já estão acontecendo na pasta e, atualmente, não há previsão de festa com aglomeração em Natal no final do ano. O fato de algumas capitais do Brasil, como Rio de Janeiro e São Paulo já terem cancelado o Reveillón, por exemplo, embasam a posição da Secretaria de Cultura.

“A perspectiva é de migrar eventos que aglomeram para possibilidades virtuais. Não tem outra saída. Pensar ao contrário é uma coisa insana, porque estamos vendo que a pandemia está estabelecida. Agora com relação a lives, grandes shows, isso é algo que está em discussão. Porque dinheiro público tem que ser zelado na hora dos investimentos”, comenta.

O secretário de cultura se refere ao fato de que, com a aplicação dos recursos, há um retorno financeiro para a cidade. No Natal em Natal do ano passado, por exemplo, foram movimentados R$ 38,8 milhões na cidade, segundo dados da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN (Fecomércio). A Prefeitura do Natal investiu R$ 8 milhões.

“Mesmo com essa magnitude de possibilidade de você fazer girar o dinheiro, a gente não sabe se uma live é capaz disso. A gente vê que há vários cenários configurados no Sul Sudeste do país, projetando possibilidades de eventos com matrizes tecnológicas potencializadas e a migração que está tendo agora por conta da pandemia. São cenários certos do ponto de vista de você poder fazer. Agora são cenários incertos se você terá o custo benefício. Não tem o taxista, não tem o hotel cheio, a camareira, o chefe de cozinha, não tem a cadeia produtiva aguçada nesse momento”, manifesta Dácio.