Premiê britânica não renunciará

Publicação: 2017-10-07 00:00:00 | Comentários: 0
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A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, disse nesta sexta-feira, 6, que contribui para uma “liderança serena" do país e que conta com o “pleno apoio" de todo o seu governo, depois que veio à tona que 30 deputados conservadores querem que ela renuncie por entender que não tem autoridade para continuar dirigindo o partido. “O que o país necessita é de uma liderança serena e é esta a minha contribuição, com o pleno apoio do meu gabinete", disse a líder conservadora aos meios de comunicação, nos arredores de Londres.

May antecipou eleições para tentar ganhar maioria no Parlamento, mas ideia não atingiu objetivo e desgaste prejudica mandato
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May acrescentou que informará aos deputados, na semana que vem, sobre o seu recente discurso em Florença (Itália) sobre o “Brexit" e que informará seus planos para controlar os preços da energia. A primeira-ministra fez essas declarações depois que Grant Shapps, ex-presidente honorário do Partido Conservador britânico, revelou que até 30 deputados conservadores querem a sua saída. Shapps declarou nesta sexta-feira à emissora BBC que ele mesmo lidera as tentativas para convencer May a deixar a liderança do partido.

Para ele, a primeira-ministra é uma “pessoa honrada", mas que “fez uma aposta arriscada" ao convocar eleições antecipadas em junho, e terminou perdendo a maioria parlamentar. “Tivemos um resultado que não foi o que todo o mundo queria, ou pelo menos o que ela queria e previa. Às vezes, quando as coisas acontecem, alguém tem que assumir a responsabilidade", afirmou Shapps.

Theresa May se enfraqueceu politicamente após decidir convocar inesperadamente as eleições gerais em junho, com o objetivo de conseguir aumentar sua maioria parlamentar e ter uma liderança forte para enfrentar as negociações sobre a saída do Reino Unido da União Europeia. No entanto, o tiro saiu pela culatra, já que os conservadores perderam a maioria absoluta, o que obrigou May a governar em minoria e negociar um pacto com os dez deputados do Partido Democrático Unionista, da Irlanda do Norte, para contar com o seu apoio nas votações importantes.



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