Presença marcante nos rolés (mais ou menos) boêmios

Publicação: 2019-05-10 00:00:00 | Comentários: 0
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O jornalista Alex de Souza “migrou” para João Pessoa no começo da década, mas segue sendo uma presença marcante em bons rolés da capital potiguar, por onde passa com seu senso de humor afiado para a alegria – ou tristeza – dos amigos conterrâneos. No seu pêndulo entre o Planalto e o Pium, para visitar a família, ela confessa que a fama de boêmio foi um tanto aniquilada, mas ainda comparece em alguns lugares, já que “não tá morto quem peleia”.

Alex de Souza, Jornalista e pesquisador
Alex de Souza, Jornalista e pesquisador

“Quando se trata de esbórnia, minha cátedra foi toda no Centro Histórico. Eu já reclamava do Beco da Lama antes de virar modinha, tomei meladinha batida no copo pelas mãos de Nazi Canaan. Apesar de não beber mais, ainda guardo um fraco por boteco. Então, uma sexta livre pede uma passagem na Confeitaria Atheneu ou no Bardallo’s. A Confeitaria Atheneu é mais uma questão de dever cívico, em respeito à memória de Dona Sílvia e seu Odeman. E o Bardallo’s porque ultimamente Lula Belmont e Ricardo Nelson têm promovido uma programação cultural consistente e muito boa. Ali sim a expressão resistência cultural faz todo sentido.

O sábado, por sua vez, começa invariavelmente no Sebo Vermelho, onde uma galera fiel se reúne para papear, conferir os lançamentos da editora, bater uma sinuquinha, tomar umas e compartilhar do mau humor de Abimael Silva. O almoço tem que ser no Bar do Seu Pedrinho, ou Bar do Nélio (o herdeiro), ou ainda Bar do Ladrão (para os íntimos), ali por trás do Camelódromo. Se tiver a oportunidade, peça a Nélio o porquinho torrado na mostarda, mas tome cuidado com a carteira na hora de falar com ele.

Ao cair da tarde, o rumo varia entre Ponta Negra e o Pium, aquele pedaço de asfalto na Rota do Sol coalhado de pobre que fica entre Ponta Negra e seu veraneio em Pirangi. Na Erivan França, gosto de bater um rango no restaurante A Família, especializado em comida dos Bálcãs. A comida pode parecer requintada pra quem só conhece cuscuz com ovo, mas o atendimento é totalmente sem frescura.

Sou do rock, então sinto falta de alguns inferninhos para bater cabeça em Natal. Temos mais opções em João Pessoa. Apesar de que me parece haver uma retomada, com a migração do DoSol para o El Rock e espaços como o Raimundo’s Pub e o Whiskritório.

Em casa, para relaxar, tento assistir a algum filme ou série e ler um livrinho, quando não estou tentando jogar Minecraft com meu caçula – e falhando miseravelmente. Ultimamente tenho acompanhado a série 'Deuses Americanos, na Amazon Prime, baseada no romance homônimo do Neil Gaiman. Ando vivendo um caso de amor com meu kindle, é ótimo para quem está sempre na estrada, como eu. Minha última foi a trilogia 'Broken Earth' ('A Quinta Estação', no Brasil), da norte-americana N. K. Jemisin. Essa série de livros de fantasia traz uma metáfora forte sobre a escravidão, recheada de personagens queers.”





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