Presidenciáveis retomam tom crítico

Publicação: 2018-09-11 00:00:00 | Comentários: 0
A+ A-
São Paulo (AE) - Os candidatos ao Palácio do Planalto passaram a modular as manifestações de solidariedade a Jair Bolsonaro com a preocupação de que o episódio da semana passada, quando o candidato do PSL foi esfaqueado durante uma agenda de campanha, seja usado a seu favor na eleição. Apesar das manifestações de apoio ao deputado federal e o repúdio à violência, os presidenciáveis retomaram o tom crítico em relação às ideias e posturas do adversário.

Filhos de Jair Bolsonaro estiveram na Superintendência da Polícia Federal para discutir segurança
Filhos de Jair Bolsonaro estiveram na Superintendência da Polícia Federal para discutir segurança

Na campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) a avaliação é de que a trégua com o candidato do PSL vai acabar, até porque, segundo auxiliares, não há outra alternativa senão desconstruir o rival. Em evento ontem na capital paulista, Alckmin fez questão de separar a tática eleitoral da condenação à violência na política

"São questões distintas: uma é a solidariedade a quem foi alvo de um atentado vil, covarde. Outra coisa são os destinos da Nação", disse. "O povo quer um governo que funcione, nós já temos problemas demais, não podemos ter presidente que seja mais um problema."

O passaporte para a volta das críticas, na avaliação das campanhas do PSDB, da Rede, de Marina Silva, e do PDT, de Ciro Gomes, foi dado pelo próprio candidato do PSL quando foi fotografado no hospital fazendo um sinal de arma com as mãos. Auxiliares dos candidatos acreditam que essa imagem recolocou Bolsonaro na disputa eleitoral, ratificando seu discurso.

O presidenciável do PDT disse no domingo, após o debate promovido pelo Estado, TV Gazeta, Rádio Jovem Pan e Twitter, que "o Bolsonaro foi ferido na barriga, mas não mudou nada na cabeça". A campanha vai insistir no que Ciro tem chamado de "polarização odienta", fazendo assim críticas ao PT e a Bolsonaro, que, segundo ele, seriam responsáveis pelo clima acirrado nas eleições.

Marina Silva, no sábado, lembrou que o candidato do PSL defende o fim do Estatuto do Desarmamento e ela, não. "Deus o livre aquela pessoa tivesse uma arma de fogo, o que poderia ter acontecido", disse.

Alvaro Dias (Podemos) e Alckmin aproveitaram o primeiro horário eleitoral depois do ataque para se solidarizar, mas também criticar a postura do deputado federal. "Nem faca, nem bala" foi a frase usada pelo senador paranaense na TV, criticando a agressão, mas rejeitando o discurso do adversário. No chamado palanque eletrônico, Alckmin fez um pedido por conciliação nacional, sem deixar de fazer críticas veladas a Bolsonaro.





continuar lendo



Deixe seu comentário!

Comentários