Presidente atacou João Doria e Witzel

Publicação: 2020-05-23 00:00:00
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Ao criticar o isolamento social como medida de combate ao novo coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro chamou o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), de "bosta", e o governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), de "estrume".

"O que esses caras fizeram com o vírus, esse bosta desse governador de São Paulo, esse estrume do Rio de Janeiro, entre outros, é exatamente isso", disse Bolsonaro durante a reunião ministerial do dia 22.

O  presidente Jair Bolsonaro também defendeu, na reunião  armar a população para, segundo a sua visão, evitar que se imponha uma ditadura no País. No encontro, ocorrido no Palácio do Planalto no dia 22 de abril, o presidente indica ver fragilidade nas instituições ao declarar considerar ser "fácil", "facílimo" dar um golpe e acabar com o atual sistema democrático "Quero todo mundo armado! Que o povo armado jamais será escravizado."

"Pôr uma ditadura! Facílimo! Um bosta de um prefeito faz uma bosta de um decreto, algema, e deixa todo mundo dentro de casa. Se tivesse armado, ia para a rua", afirmou Bolsonaro, se referindo a medidas restritivas impostas para evitar a propagação do novo coronavírus. "E se eu fosse ditador, né? Eu queria desarmar a população, como todos fizeram no passado quando queriam, antes de impor a sua respectiva ditadura."

Na sequência, Bolsonaro cobra dos ministros da Defesa, Fernando Azevedo, e da Justiça, na época ainda Sérgio Moro, que assinassem uma portaria para dar "um puta de um recado para esses bostas". A portaria citada foi publicada no Diário Oficial da União do dia seguinte, aumentando o número de munições de armas de fogo que cada pessoa pode ter acesso.

Com a modificação, o número de projéteis permitidos, no ano, pode ultrapassar 6 mil, segundo as contas do Instituto Sou da Paz. "Por que que eu tô armando o povo? Porque eu não quero uma ditadura! E não dá pra segurar mais! Não é? Não dá pra segurar mais", disse Bolsonaro na reunião.

A medida foi publicada uma semana após Bolsonaro ordenar suspender outras três portarias do Exército que, na visão de especialistas, dificultavam a aquisição pelo crime organizado de munições desviadas de quartéis. Como revelou o Estadão, o Ministério Público Federal investiga interferência indevida do presidente no episódio.





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