A Fecomércio tem forte atuação na educação, inclusive profissionalizante. Quais os ganhos para os cidadãos com o trabalho da entidade?
O papel do Sistema Fecomércio RN, além de fomentar a economia do estado e dar suporte aos empresários, passa também por auxiliar o crescimento social dos comerciantes e comerciários, seus dependentes e de toda a sociedade. E a educação é o caminho. Por isso, através do Sesc e do Senac, contribuímos para impulsionar a educação no nosso estado. 

Cedida


Como garantir que essa formação dos trabalhadores pode contribuir para melhorar suas vidas e desenvolver a economia?
A educação está diretamente ligada a quantidade de oportunidades que uma pessoa tem acesso no seu processo de desenvolvimento profissional e pessoal. Eu diria que é um ciclo: se você tiver uma educação de qualidade, estiver capacitado, estará mais próximo de oportunidades de trabalho e de geração de renda. Do ponto de vista das empresas, colaboradores mais capacitados permitem que tarefas sejam desenvolvidas com maior eficiência, garantindo uma melhor experiência para os clientes, fidelizando os consumidores e, muitas vezes, reduzindo custos. Para o Rio Grande do Norte, um estado com uma enorme vocação turística, ter profissionais qualificados se reflete diretamente na qualidade dos serviços prestados e no nível de satisfação que os visitantes terão, como apontam as pesquisas que temos desenvolvido por meio do nosso Instituto. 

Na sua visão, a educação profissional é um dos caminhos para a retomada da economia pós-pandemia? Por quê?
Como eu disse, quanto mais conhecimento, mais próximo de oportunidades essas pessoas estarão. E temos trabalhado para expandir e democratizar o acesso ao ensino profissional no nosso estado. A pandemia aumentou o número de desempregados no Rio Grande do Norte. Hoje, segundo dados do IBGE, totalizamos mais de 430 mil desempregados ou desalentadados (aqueles que desistiram de procurar trabalho) no nosso estado. Em 2019, antes da Pandemia, esse número era de 352 mil, ou seja, tivemos um aumento de 13,6%. São pessoas que precisam de apoio para que possam encontrar oportunidades de geração de emprego e renda. Por isso, especialmente através do Senac, temos dado uma importante contribuição. Desde o início da Pandemia, já foram disponibilizadas mais de 10 mil vagas em ações gratuitas com foco na preparação de pessoas para o mercado e novas oportunidades do momento que temos vivido. Foram cursos técnicos, de biossegurança, capacitações nas áreas de vendas, marketing digital, dentre outros.

Além do Senac, qual o trabalho desenvolvido pelas escolas SESC?
O Sesc, o lado social do Sistema Fecomércio, oferece educação para os ensinos infantil, fundamental e EJA (Educação de Jovens e Adultos) para os quase 2.100 potiguares que estudam nas nossas sete escolas em Natal, Macaíba, Mossoró, Caicó, Nova Cruz e São Paulo do Potengi, sendo mais de 850 de forma gratuita. Além disso, já encaminhamos mais de 50 estudantes do nosso estado para a Escola Sesc de Ensino Médio, no Rio de Janeiro, escola de referência no país, atuando no formato residência e inteiramente gratuita, com capacidade para atender até 500 estudantes nas três séries do Ensino Médio. Ou seja, atingimos os potiguares desde a educação infantil até o ensino profissionalizante, ajudando na formação desse cidadão. 

O que esperar dos Governos para garantir educação de qualidade e mais incentivo à ciência?
O Governo, nas suas três esferas, deve voltar os seus olhares para a educação, desde a estrutura física das escolas até a capacitação dos professores e investimento em pesquisas. Eu entendo que trabalhar em ações para melhorar a dinâmica de ensino, mais uma vez, capacitando os profissionais, para que o aluno que está na sala de aula seja atraído pelo conteúdo e se mantenha nos estudos é uma necessidade. Implementação de novas metodologias e ferramentas faz parte desse processo.

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