Presos responsáveis por massacre no AM são transferidos; cinco devem ir para Mossoró

Publicação: 2017-01-11 14:10:00 | Comentários: 0
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Os 17 detentos suspeitos de terem ordenado e participado do massacre ocorrido dentro do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, na virada do ano, são transferidos, nesta quarta-feira (11), para presídios federais. A informação é da Secretaria de Administração Penitenciária do Amazonas (Seap). Não há a confirmação oficial sobre quais serão os destinos, mas a expectativa é que cinco sejam levados para o presídio federal de Mossoró, enquanto os outros 12 devem ir para Campo Grande (MS).
Arquivo TNPresídio federal de Mossoró deverá receber pelo menos cinco envolvidos na chacinaPresídio federal de Mossoró deverá receber pelo menos cinco envolvidos na chacina

De acordo com o titular da pasta, Pedro Florêncio, por serem apontados como chefes de facção, os presos estavam correndo risco dentro das cadeias do Amazonas, o que justifica a transferência.

Segundo a polícia, os detentos foram levados para o Batalhão de Choque, onde passaram por triagem. Depois, seguiram para o Aeroporto Internacional Eduardo Gomes.

Massacre

Um sangrento confronto entre facções no Complexo Penitenciário Anísio Jobim deixou 56 mortos entre a tarde de 1º de janeiro e a manhã do dia 2. A rebelião, que durou 17 horas, acabou com detentos esquartejados e decapitados no segundo maior massacre registrado em presídios no Brasil - em 1992, 111 morreram no Carandiru, em São Paulo.

Cinco dias depois, o PCC iniciou sua vingança e matou 31 detentos na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (PAMC), em Boa Vista, Roraima. A maioria das vítimas foi esquartejada, decapitada ou teve o coração arrancado, método usado pelo PCC em conflitos entre facções.



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