Previsão de El Niño e poucas chuvas

Publicação: 2017-03-23 00:00:00 | Comentários: 0
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Modelos climáticos americanos indicam 60% de chances de ocorrência de El Niño em 2017. A previsão é de que o evento climático possa ser observado já a partir do mês de maio até julho. Renata Tedeschi, do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos/Inpe, explica que embora existe, agora, maior probabilidade para o fenômeno do El Niño, ainda não é possível falar de intensidade. Caso ocorra, o El Niño deverá trazer temperaturas altas para todo o Brasil, com aumento de chuva na região Sul e diminuição de chuvas nas regiões Norte e Nordeste. Ontem (22), a Agência Pernambucana de Águas e Clima – APAC divulgou prognóstico para o Nordeste brasileiro, que prevê chuvas abaixo da média histórica para o setor Leste do Nordeste, ou seja todo o litoral. Na parte norte do Nordeste permanece a previsão de chuvas de normal a abaixo da média.

A previsão de consenso divulgada pela APAC saiu após encerramento, em Recife (PE), da reunião entre meteorologistas dos Centros Estaduais de Meteorologia da Região Nordeste e do Instituto Nacional de Meteorologia – INMET e também, por vídeo conferência com a FUNCEME, CPTEC e LABMET/UEMA. 

Os meteorologistas analisaram campos atmosféricos e oceânicos de grande escala, os resultados dos modelos numéricos globais e regionais e também dos modelos estatísticos de diversas instituições do Brasil e do exterior. “As  variabilidades  espacial  e  temporal  são  intrínsecas  a  distribuição  de  chuvas  no  setor  leste  do  Nordeste  do  Brasil devido  a  fatores  diversos  como  efeitos  topográficos,  proximidade  em  relação  ao  oceano,  cobertura  vegetal. Ressalta-se, a ocorrência de veranicos (10 dias consecutivos sem chuva) e também a possibilidade de ocorrências de chuvas  moderada  a  forte, concentradas  em  poucas  horas.  Assim,  recomenda-se  o  acompanhamento  das  previsões elaboradas pelos centros estaduais de meteorologia da região Nordeste”, afirma o documento.

Influência do El Niño
Na meteorologia, a ocorrência do El Niño se caracteriza pela continuidade das anomalias por cinco trimestres consecutivos. Quando a temperatura do Oceano Pacífico está 0,5ºC acima da média histórica, o fenômeno já começa a ser identificado - a partir daí, observa-se como os modelos estão se comportando para indicar a presença.

Em anos com a ocorrência no fenômeno, chuvas aumentaram na região Sul e reduziram no Norte e Nordeste. Segundo Tedeschi uma outra análise divulgada no início do mês já indicava a probabilidade de 50% para o trimestre julho-agosto-setembro.

Prognóstico da APAC
Agência Pernambucana de Águas e Clima divulgou previsão para o período de abril a junho





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