Procurador é suspeito de negociar propina

Publicação: 2017-05-19 00:00:00 | Comentários: 0
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Brasília (AE) - O procurador da República Ângelo Goulart foi preso na Operação Patmos, sob suspeita de negociar propina para vazar informações de investigações feitas pela força-tarefa da Operação Greenfield sobre a JBS. De acordo com a delação do acionista do grupo Joesley Batista, o esquema envolveria o pagamento de R$ 50 mil mensais.

Em junho, Goulart defendeu vigorosamente na Câmara o ‘10 Medidas contra a Corrupção’, projeto dos sonhos da força-tarefa da Lava Jato. Ainda nesta quinta-feira, 18, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, assinou a exoneração dele da função eleitoral e revogou a designação na Greenfield. Janot ainda afirmou em nota a seus pares que essa prisão "tem gosto amargo" para a instituição. A Associação Nacional dos Procuradores da República também afastou Goulart de sua diretoria. Para a entidade, a prisão dele demonstra que qualquer investigação do Ministério Público é impessoal e respeitadora do estado de direito.

O procurador teria tido encontros com representantes da JBS sem comunicar aos colegas. Conforme as colaborações, em uma ocasião teria ligado para um dos investigadores da força-tarefa, na presença de integrantes do grupo empresarial, e colocado no viva-voz. Ele também teria tirado uma cópia do diálogo de procuradores sobre o caso e gravado reunião na qual a força-tarefa tratava de uma possível colaboração do empresário Mário Celso Lopes, parceiro de negócios da J&F, holding que controla a JBS.

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