Produção de motos: mercado deve fechar o ano em 937 mil unidades

Publicação: 2020-10-18 00:00:00
A indústria brasileira de motocicletas produziu, em setembro do corrente ano, 105.046 unidades no Polo Industrial de Manaus (PIM), segundo dados da ABRACICLO (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares). Esse volume representa alta de 6,8% na comparação com agosto (98.358 unidades) e de 13,1% ante o mesmo mês de 2019 (92.894 unidades). No acumulado de janeiro a setembro, foram produzidas 693.541 motocicletas, apontando uma retração de 17,1% na comparação com o mesmo período do ano passado (836.450 unidades).
Créditos: Arquivo/Agência BrasilO PIM (Polo Industrial de Manaus) está motivado, graças à volta de suas atividades, após a contenção do “coronavírus” em experimentada em nosso PaísO PIM (Polo Industrial de Manaus) está motivado, graças à volta de suas atividades, após a contenção do “coronavírus” em experimentada em nosso País

“A produção de motocicletas foi fortemente impactada no período mais crítico da pandemia, e os números comprovam isso. No entanto, desde a retomada gradual das atividades, as fábricas registram curva ascendente. Este quadro se confirmou em setembro, quando alcançamos o melhor resultado do ano”, afirma Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo.

Até então, o melhor resultado mensal havia sido registrado em março, quando 102.865 motos saíram das linhas de montagem. Com esse novo cenário, a Abraciclo revisou suas projeções para 2020. A nova estimativa é produzir ao todo em 2020, 937.000 motocicletas, que representaria retração de 15,4% na comparação com 2019 (1.107.758 unidades). A estimativa anterior, apresentada em janeiro, no período pré-pandemia, era de 1.175.000 unidades.

Fermanian explica que uma série de fatores favorecem a recuperação do segmento e, por isso, o índice de queda deverá ser menor quando comparado ao de outros setores da indústria. “Hoje a motocicleta é indicada para evitar a aglomeração natural no transporte público, representando um meio de transporte ágil, econômico e de baixo custo de manutenção. Também passou a ser um instrumento de trabalho e fonte de renda para as pessoas que passaram a atuar nos serviços de entrega.”

A Abraciclo também atualizou suas projeções para os volumes de vendas no atacado e varejo. No atacado as fábricas deverão repassar para as concessionárias 909.000 motocicletas, volume 16,2% menor do que o registrado em 2019 (1.084.639 unidades). A estimativa inicial, ainda do começo do ano, apontava 1.147.000 unidades.

No varejo o recuo deverá ser de 16%, totalizando 905.000 unidades. No ano passado foram comercializadas 1.077.234 motocicletas e a perspectiva inicial para este ano era alcançar a marca de 1.140.000 unidades. A Abraciclo manteve a expectativa referente às “exportações”. Os embarques deverão somar 28.000 unidades, correspondendo à retração de 27,5% na comparação com o volume registrado em 2019 (38.614 motocicletas).

Vendas no atacado

As fábricas venderam às concessionárias 100.656 motos em setembro, volume 4,4% superior na comparação com agosto deste ano (96.415 unidades) e 5,6% acima do mesmo mês do ano passado (95.282 motocicletas). No acumulado do ano as vendas no atacado somaram 665.644 unidades, queda de 18,4% na comparação com o mesmo período de 2019, 816.064 motos.

Desempenho por categoria

A categoria Naked foi a que registrou maior crescimento em termos de variação percentual, com aumento de 63,7%. As vendas no atacado em setembro somaram 2.467 unidades ante 1.507 em agosto.

Em números absolutos, a Street se manteve como a categoria mais comercializada no atacado, com 51.196 unidades em setembro, aumento de 1,1% na comparação com agosto (50.662 unidades) e de 4,5% na comparação com o mesmo mês do ano passado (49.013 motocicletas).

Confira as vendas no atacado

A liderança no ranking de vendas do acumulado do ano também é da categoria Street, com 346.480 unidades e 52,1% de participação no mercado. O segundo lugar é da Trail, com 122.524 motocicletas e 18,4% de participação.

Emplacamentos

Segundo levantamento do RENAVAM (Registro Nacional de Veículos Automotores) analisado pela Abraciclo, em setembro o emplacamento de motocicletas somou 99.609 unidades, alta de 3,8% em relação a agosto (95.961 unidades). Na comparação com o mesmo mês do ano passado (87.719 motocicletas), avanço de 13,6%.

Com 21 dias úteis, a média diária de vendas de setembro foi de 4.743 unidades. Na comparação com agosto (4.362 unidades), com um dia útil a mais, houve alta de 8,7%. Em relação a setembro do ano passado (4.177 unidades), que também teve 21 dias úteis, o aumento foi de 13,6%.

A região Sudeste liderou o ranking de emplacamentos em setembro. Foram licenciadas 35.563 motocicletas, o que representa 35,7% de participação no mercado. Em segundo lugar ficou a região Nordeste (31.773 unidades e 31,9% de participação). Na sequência, Norte (12.163 motocicletas e 12,2% de participação), Sul (10.370 motocicletas e 10,4% de participação) e Centro-Oeste (9.740 motocicletas e 9,8% de participação).

São Paulo foi o Estado que registrou o maior número de emplacamentos em setembro, com 21.365 motocicletas. Minas Gerais ficou em segundo lugar, com 7.885 unidades, seguido pelo Ceará (6.041 unidades), Bahia (6.028 unidades) e Pará (5.946 unidades). No acumulado do ano as vendas no varejo somaram 630.859 unidades, retração de 20,8% na comparação com o mesmo período do ano passado (796.426 motocicletas).

 Exportações

As exportações de motocicletas totalizaram 3.622 unidades em setembro. Na comparação com agosto (5.167 unidades) queda de 29,9% e em relação ao mesmo mês de 2019 (2.390 unidades) aumento de 51,5%. Segundo os dados do portal de estatísticas de comércio exterior Comex Stat, que registra os embarques totais de cada mês, analisados pela Abraciclo, o principal destino das motocicletas produzidas no Polo de Manaus foram os Estados Unidos, com 1.520 unidades, representando 42,3% do total exportado.

“A conquista do mercado norte-americano é muito importante, pois mostra que nossos produtos possuem alto valor agregado e atendem aos altos níveis de exigência do consumidor. Para lá são enviadas motocicletas destinadas ao lazer e ao esporte recreativo”, explica o presidente da Abraciclo. Em segundo lugar ficou a Colômbia (872 unidades e 24,3% de participação), seguida pela Argentina (764 unidades e 21,3%).

No acumulado deste ano foram exportadas 23.653 motocicletas, queda de 18,8% na comparação com o mesmo período de 2019 (29.136). A Argentina ainda é o principal parceiro comercial do Brasil, com 7.193 motocicletas e 32,6% do volume total exportado. Na sequência vieram Colômbia (4.864 unidades e 22,1% do total) e Estados Unidos (4.279 unidades e 19,4%).