Produção industrial cai em maio e se distancia de pico

Publicação: 2019-07-03 00:00:00 | Comentários: 0
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A indústria registrou perdas na produção em 18 das 26 atividades pesquisadas na passagem de abril para maio, segundo os dados da Pesquisa Industrial Mensal divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na média global a produção recuou 0,2%.

Queda registrada em maio ampliou a distância entre o patamar atual e o pico registrado em 2011
Queda registrada em maio ampliou a distância entre o patamar atual e o pico registrado em 2011

A principal influência negativa foi do recuo de 2,4% em veículos automotores, reboques e carrocerias, que devolveram parte do avanço de 6,4% registrado em abril. Outras contribuições negativas relevantes foram de bebidas (-3,5%), couro, artigos para viagem e calçados (-7,1%), outros produtos químicos (-2,0%), produtos de metal (-2,3%), produtos de minerais não metálicos (-2,1%) e produtos diversos (-5,8%).

Na direção oposta, entre os oito segmentos com avanços, o crescimento mais significativo foi registrado pelas indústrias extrativas, com expansão de 9,2%, eliminando assim parte do recuo de 25,6% acumulado nos quatro primeiros meses de 2019.

Segundo André Macedo, gerente da Pesquisa Industrial Mensal, no IBGE, as indústrias extrativas voltaram a crescer devido à retomada da extração de minério de ferro no Pará, que tinha sido prejudicada pelo excesso de chuvas nas leituras anteriores, além do bom desempenho da extração de petróleo.

Também houve crescimento em maio ante abril na fabricação de setor de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (3,2%), interrompendo dois meses consecutivos de quedas, período em que acumulou uma perda de 4,9%.



Abaixo do pico histórico

 A queda de 0,2% registrada pela indústria em maio ante abril aumentou a distância entre o patamar de produção atual e o ponto mais elevado já registrado na série histórica da Pesquisa Industrial Mensal, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em maio, o patamar de produção estava 17,5% menor que o auge alcançado em maio de 2011, em nível semelhante ao de janeiro e fevereiro de 2009.

“Tem um distanciamento importante, e que está aumentando mês a mês, conforme vão entrando informações negativas", ressaltou André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do IBGE. “A indústria está 1,4% abaixo do patamar que havia encerrado o ano passado", reforçou Macedo.

No mês de maio, a fabricação de bens de capital estava 32,9% abaixo do pico de produção registrado em setembro de 2013, enquanto os bens de consumo duráveis operavam 25,6% aquém do ápice de produção visto em junho de 2013. Já os bens intermediários estavam 17,8% abaixo do pico visto em fevereiro de 2011.

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