Produção industrial recua e fica 18,3% longe do pico registrado em 2011

Publicação: 2019-09-04 00:00:00 | Comentários: 0
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A produção industrial caiu 0,30% em julho ante junho, na série com ajuste sazonal, divulgou nesta terça, 3, oIBGE. Em relação a julho de 2018, a produção caiu 2,50%. No ano de 2019, a indústria teve queda de 1,70%. No acumulado em 12 meses, a produção da indústria acumulou recuo de 1,30%, segundo o IBGE. A produção industrial mostrou perdas em 15 das 26 atividades pesquisadas em julho deste ano, em relação a julho de 2018, segundo a pesquisa. Na média global, a indústria teve uma retração de 2,5% no período. O desempenho poderia ter sido ainda pior, não fosse a contribuição positiva do efeito calendário: o mês de julho de 2019 teve um dia útil a mais que julho de 2018.

Em julho, 15 das 26 atividades pesquisadas registraram queda
Em julho, 15 das 26 atividades pesquisadas registraram queda

“O efeito calendário diminui a intensidade de queda, ele atenua a magnitude de perda, ajuda a diminuir a intensidade e o predomínio de atividades em queda na pesquisa", explicou André Macedo, gerente na Coordenação de Indústria do IBGE.

As indústrias extrativas registraram um tombo de 8,8%, a maior influência negativa sobre o total da indústria, seguida pelas atividades de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-5,9%), produtos alimentícios (-2,3%), celulose, papel e produtos de papel (-9,3%), bebidas (-8,0%), outros produtos químicos (-4,2%), outros equipamentos de transporte (-12,5%), produtos de madeira (-10,3%), produtos de borracha e de material plástico (-2,7%) e manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (-6,0%).

Na direção oposta, as principais influências positivas foram de veículos automotores, reboques e carrocerias (2,5%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (8,7%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (9,0%), produtos de metal (5,2%), couro, artigos para viagem e calçados (7,3%) e máquinas e equipamentos (2,0%).

O índice de difusão, que mostra a proporção de produtos com crescimento na produção, aumentou de 37,4% em junho para 44,6% em julho. “É um porcentual maior que no mês anterior, mas ainda abaixo de 50%", ressaltou Macedo.

Longe do pico
A queda de 0,3% em julho aumentou a distância entre o patamar de produção atual e o ponto mais elevado já registrado na série histórica da pesquisa . Em julho, o patamar de produção estava 18,3% menor que o auge alcançado em maio de 2011. “Há um distanciamento importante em relação ao ponto mais alto da série", afirmou André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do IBGE. “A indústria opera em patamar semelhante ao de janeiro de 2009", apontou.

No mês de julho, a fabricação de bens de capital estava 33,6% abaixo do pico de produção registrado em setembro de 2013, enquanto os bens de consumo duráveis operavam 26,2% aquém do ápice de produção visto em junho de 2013.




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