Produção maior

Publicação: 2021-03-06 00:00:00
Luiz antônio felipe 
laf@tribunadonorte.com.br

Em linha com os dados da CNI, divulgados na quarta-feira, a produção industrial no Brasil sobe 0,4% em janeiro, na pesquisa do IBGE. Na comparação com janeiro de 2020, a produção subiu 2,0%, um volume muito baixo. Mesmo assim, 17 atividades industriais já superaram as perdas da pandemia. Já a produção da indústria de bens de capital cresceu 4,5% em janeiro ante dezembro. Na comparação com janeiro de 2020, o indicador avançou 17,0%. Mas, no acumulado em 12 meses, houve redução de 8,9% na produção de bens de capital. O Brasil tem indicadores favoráveis e outros nem tanto.

EMPREGO
Após um período de recuperação que durou até o final do ano passado, o Indicador antecedente de emprego cai 0,6 ponto em fevereiro ante janeiro, diz a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O início de 2021 exige mais esforço. Não será um processo simples e muitos obstáculos podem surgir.

MOENDA
A atividade econômica no Nordeste recuou 2,.15 e mais uma vez a região fica para trás. No Sudeste avançou 2,6% no 4º trimestre de 2020. O Banco Central mostra os números no Boletim Regional com dados sobre a evolução da atividade econômica em cada região no último trimestre de 2020, comparando com o terceiro trimestre do ano passado.

HABITAÇÃO
Nem 9 milhões, nem 7,5 milhões. O déficit habitacional no Brasil é menor e subiu muito pouco, de 5,657 milhões, em 2016, para 5,877 milhões, em 2019. O déficit habitacional relativo foi de 8% em 2019. Os dados foram divulgados pela Fundação João Pinheiro e constam no estudo ‘Déficit Habitacional e Inadequação de Moradias no Brasil’.

COTAÇÕES Em um dia cheio de balanços (ontem), o mercado fecha a semana com A Bolsa subindo +2,32% a 115.502 pontos. O dólar teve valorização de +0,45, a R$ 5,686 e o euro +0,02% a R$ 6,773. O preço do barril de petróleo tem mais uma alta expressiva de +2,18% para US$ 66,18. Com o aumento do custo de vida, o salário mínimo em fevereiro deveria ter sido de R$ 5.375,05, diz o Dieese.

RETOMADA DA CAJUCULTURA
Aos poucos a cadeia da cajucultura potiguar vai se fortalecendo novamente, após sete anos seguidos de seca. A instalação ou reativação de indústrias de beneficiamento de castanha, em São Paulo do Potengi e Mossoró, com exportação garantida, é a certeza do retorno da atividade, especialmente, no Oeste, em Severiano Melo e Apodi. Na Serra de Santana e na Serra do Mel, com o cajueiro-anão precoce. Abre espaço para as indústrias de suco, doces, compotas e outros derivados que agregam valor fechando o ciclo dessa cultura.

ARROZ 
O RN pode ser um importante produtor de arroz. A Emater está ampliando o projeto de incentivo à cultura do arroz vermelho, para consumo e comercialização.  Em Apodi tem a participação de cerca de 300 famílias, com uma produção que chegou a 863 toneladas em 2019 e contribuiu com 10% do PIB do município, gerando cerca de R$ 30 milhões.

PIB CHINÊS 
A China fixa uma meta “modesta” para o crescimento do seu PIB (+6%), em 2021, em compensação, promete mais empregos. Ou seja, vem mais indústria para exportar para o mundo, enquanto o campo vai ficando mais vazio no país. Para o Brasil, bastaria crescer 4% neste ano, com a geração de empregos.

NO PRATO 
O agro brasileiro alimenta 800 milhões de pessoas - cerca de quatro vezes a população brasileira -, diz um estudo da Embrapa. Com esse volume, a participação do Brasil no mercado mundial de alimentos saltou de 20,6 bilhões para 100 bilhões de dólares, nos últimos dez anos, com destaque para carne, soja, milho, algodão e produtos florestais. A exportação brasileira de carne de frango pode crescer mais de 45% nesta década.

UNIVERSIDADE 
O MEC e EMBRAPII terão unidades de inovação em 30% das Universidades Federais. Já foi aberta a seleção de grupos de pesquisa. O credenciamento assegura recursos financeiros não reembolsáveis para o desenvolvimento de projetos de inovação. Os selecionados terão até R$ 12 milhões do Ministério da Educação para executar projetos de PD&I (Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação) em parceria com a indústria.

CHUVAS 
O boletim pluviométrico da Emparn mostra mais chuvas no interior, em cerca de 50 municípios. A atuação da Zona de Convergência vem influenciando as chuvas. As águas estão chegando a enchendo os reservatórios garantindo a travessia de 2021. Além das chuvas, os fortes ventos (fora do período tradicional) garantem maior geração de energia no RN.

OPERAÇÃO 
A Vila Espírito Santo Empreendimentos e Participações espera a licença do Idema para colocar em operação nada menos do que cinco parques eólicos. Todos esses parques ficam na Serra do Mel. Outro parque, na mesma comunidade, é o Vila Alagoas II também a ser licenciado.  








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