Produção em terra é debatida

Publicação: 2011-11-29 00:00:00 | Comentários: 0
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Cerca de 350 congressistas brasileiros e estrangeiros estão reunidos desde ontem em Natal para debater os desafios e soluções tecnológicas para a produção de petróleo terrestre no Brasil. A Feira e Congresso Brazil  Onshore 2011 é o maior evento brasileiro especificamente voltado para atividades petrolíferas em terra, área em que o Rio Grande do Norte é líder em produção no país. O evento segue até  amanhã no Pirâmide Natal Hotel & Convention, na Via Costeira.
Diógenes AlmeidaO evento reúne representantes do setor de óleo e gás voltados para a exploração e produção em terraO evento reúne representantes do setor de óleo e gás voltados para a exploração e produção em terra

Organizada pelo Instituto Brasileiro do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) e pela Society of Petroleum Engineers (SPE), a  Brazil Onshore 2011 traz a Natal os principais representantes do setor de óleo e gás voltados para a exploração e produção em terra. Na área de exposições de 650 metros quadrados da feira, estão 51 empresas como Baker Hughes, Halliburton, Petrobrás, Schlumberger, OGX, Frontier, Cameron e Wheatherford. Essas empresas compartilham o espaço com fornecedores de equipamentos e empresas locais - de Mossoró-RN, da Bahia e de outros estados. Nos stands demonstração de produtos, credenciais técnicas e habilidades tecnológicas.

No Brasil, há 76 empresas trabalhando na exploração e produção de petróleo em terra, sendo 40 brasileiras e 36 estrangeiras, a maior parte delas pequenas e com operação onshore.

Na conferência, realizada simultaneamente ao evento, debates e palestras sobre viabilidade econômica de campos marginais, licenciamento ambiental de poços terrestres e temas técnicos, como automação da produção (“smartfields”), produção de óleo pesado em terra, tecnologias acessíveis para campos terrestres marginais, e reservatórios não convencionais.

“O evento é uma grande oportunidade para levantar a discussão de como será o cenário das atividades terrestres (onshore) no país e investimentos futuros. Diversas companhias estão investindo em seu portfólio exploratório terrestre e as primeiras descobertas já estão surgindo. Além disso, por apresentar custos mais baixos e menores complicações logísticas, os campos em terra funcionam como um grande laboratório para tecnologias que serão posteriormente utilizadas em ambiente offshore”, afirmou Jacques Salies, presidente da Seção Brasil da SPE - Society of Petroleum Engineers.

O evento, que se realiza a cada dois anos, conta este ano com o apoio local do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne). A última edição havia sido realizada em Salvador, Bahia.

Brasil comemorará, em breve, 70 anos de atividade petrolífera. Pelo menos a metade desta história tem a participação efetiva e bem-sucedida do Rio Grande do Norte, e de seus campos terrestres. O Brasil tem 8.991 poços em produção. Dos 3551 poços do Rio Grande do Norte, 3440 são poços terrestres”, diz Jean-Paul Prates, diretor-geral do CERNE e correspondente local do IBP para os estados RN, CE e PB. 

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