Professores municipais de Natal acabam greve e voltam às salas de aula hoje

Publicação: 2018-05-17 00:00:00 | Comentários: 0
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Após 39 dias úteis de paralisação, a greve dos professores da rede municipal de ensino de Natal foi suspensa. A decisão foi tomada em assembleia da categoria realizada na manhã desta quarta-feira (16), na Associação dos Subtenentes e Sargentos do Exército (Assen). De acordo com Miguel Salustiano, diretor de comunicação do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública (Sinte), as aulas serão retomadas já nesta quinta-feira (17) com o retorno dos professores às escolas.

Professores da rede municipal de Natal suspenderam a paralisação ontem, após 39 dias parados, acatando uma decisão judicial
Professores da rede municipal de Natal suspenderam a paralisação ontem, após 39 dias parados, acatando uma decisão judicial

"A decisão de suspender a greve se deu em função de compreendermos que o processo de negociação com a prefeitura estava desgastado e sem possibilidade de avanço. Inclusive, repudiamos a posição da Secretaria Municipal de Educação de anunciar ameaças de retaliação aos professores com base na decisão judicial cuja notificação sequer tinha sido feita ao Sinte", comentou o dirigente.

Salustiano afirmou ainda que a reposição das aulas será discutida em cada escola, sem seguir um calendário único. "Não vamos seguir um calendário da secretaria, até porque a adesão das escolas não foi uniforme. Por exemplo, houve escola com 20 dias de greve, outras com um mês. A orientação do Sinte é que cada escola defina como será a reposição dos dias de paralisação, com cada particularidade considerada e a decisão tomada pelo conselho escolar de cada instituição".

Na edição do Diário Oficial da terça-feira (15), a prefeitura publicou decreto que determina o levantamento sobre as faltas injustificadas dos professores e a reposição imediata dos dias referentes ao período da greve. Segundo a SME, a reposição deve ser feita durante o período de férias semestrais, de 25 de junho a 9 de julho, e com a postergação do ano letivo, até o dia 18 de janeiro.

A greve foi iniciada no dia 21 de março deste ano. Entre as reivindicações estão o aumento de 6,817% retroativo a janeiro; a unificação de carreiras; a concessão de vale-cultura; vale-transporte; vale-alimentação; 45 dias de férias para coordenadores pedagógicos, servidores readaptados e cedidos para mandado classista; reajuste imediato de 10% que teria sido negociado em 2013; flexibilidade de carga horária em 20, 24, 30 e 40 horas dando direito de escolha ao professor, entre outros. O impasse está no pagamento do retroativo referente ao reajuste do piso.


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