Programa contra o ‘crack’ ainda não saiu do papel

Publicação: 2013-12-22 00:00:00 | Comentários: 0
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Em maio passado, a governadora Rosalba Ciarlini e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, assinaram o Termo de Adesão ao programa federal “Crack, é possível vencer”. Natal, Caicó e Parnamirim também aderiram ao programa que pretende, até 2014, investir R$ 4 bilhões em todo país. O investimento previsto para o RN é superior a R$ 30 milhões. A maior parte desse montante – mais de R$ 22 milhões – é destinado aos eixos saúde e assistência. Seis meses depois, o programa caminha a passos lentos.

O Estado enfrente letargia no tema há mais tempo. Ainda na administração passada, foi criado um Plano Estadual de Enfrentamento ao crack e outras drogas. O projeto nunca saiu do papel. O Comitê Gestor designado para ser responsável pela elaboração e implantação do plano sequer chegou a se reunir para traçar as diretrizes do tema no Estado. O Plano foi deixado de lado com o advento do “Crack, é possível vencer”.

O Estado espera receber quatro bases móveis policiais, 80 câmeras de videomonitoramento, oito viaturas, oito motocicletas, 200 armas de condutividade elétrica e 600 espargidores de pimenta, além da capacitação de 160 policiais militares que atuarão nessas bases e 80 do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd).

Dentre as bases móveis adquiridas, Natal recebeu duas – mas ainda não foram inauguradas –, enquanto que Mossoró e Parnamirim receberão uma base, cada cidade. Cada base conta com 20 câmeras, dois carros, dois motocicletas, 50 armas de condutividades elétrica e 150 espargidores.

Na esteira da prevenção do uso de crack e outras drogas, há exemplos positivos. O Proerd, da Polícia Militar, gera bons resultados. Somente em 2012, foram quase 100 mil atendidos em 52 municípios. Há um ano, o Governo Estadual lançou o programa “RN Vida” com dois objetivos: aderir ao “Crack, é possível vencer” e criar um centro integrado de esporte e cultura.

O centro não foi exatamente criado, mas já funciona no antigo prédio do Centro de Atenção Integrada à Criança (Caic) de Lagoa Nova. Lá, são ofertadas aulas de futsal, vôlei, handebol, natação, xadrez, canto, violão e flauta. A ideia é atender 400 alunos matriculados em 26 escolas públicas estaduais.

Sobre o Proerd, a coordenadora do programa, a tenente-coronel Margarida Brandão, explica que houve avanços em 2013 e a expectativa de melhorias com o advento da Copa do Mundo. O destaque deste ano foi uma parceria com o Ministério Público Estadual (MPE). “Capacitamos promotores que repassam informações do programa para professores e outras pessoas importantes na configuração de uma sociedade. Em 2014, o foco será a atuação preventiva relacionada à Copa”, diz.

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