Programa quer revitalizar áreas

Publicação: 2017-05-20 00:00:00 | Comentários: 0
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A implementação do Programa de Revitalização da Atividade de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural em Áreas Terrestres (Reate) no Rio Grande do Norte será acompanhada por uma Comissão Interestadual formada por representantes de empresas independentes exploradoras de petróleo, além de lideranças sindicais patronais e representativas dos trabalhadores do setor. A medida foi anunciada ontem durante o I Seminário Estratégico “Terras de Petróleo”, que debateu a decadência da produção no estado e as novas oportunidades de negócios com os leilões de campos maduros feitos pela Petrobras.

“É possível reverter o quadro. Pode não ser com a grandiosidade de investimentos que tivemos no passado, mas é preciso explorar outros meios de produção, que podem gerar o encontro de óleo novo”, disse Jean-Paul Prates, presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne) e um dos organizadores do evento. De acordo com o Ministério de Minas e Energia, o “objetivo do Reate é criar sinergias entre os produtores, fornecedores e financiadores dessa atividade para aumentar a exploração e produção, visando uma indústria de E&P terrestre forte e competitiva, com produção crescente e com pluralidade de operadores e fornecedores de bens e serviços”.

O presidente do Cerne destacou que a bacia petrolífera do Rio Grande do Norte é explorada há pelo menos 40 anos e os campos estão com produção menor, o que está causando o desinvestimento por parte da Petrobras. Ele destacou, porém, que a abertura de leilões pela estatal não significa que ela sairá do Rio Grande do Norte e encerrará suas atividades na região Oeste, principalmente. “A Petrobras está mais dedicada aos campos com maior produção, como as Bacias de Santos e Campos, além do pré-sal”, declarou.

Questionado se o Rio Grande do Norte se tornou desinteressante para a Petrobras, Jean-Paul Prates avaliou que não. “A questão não é essa. Não se tornou totalmente desinteressante. A Petrobras está priorizando outros focos de produção. Ela deve servir como uma empresa âncora para empresas regionais, mas sem se ausentar do estado”, destacou. O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Flávio Azevedo, enfatizou a importância da produção petrolífera no estado, durante o evento. “A atividade ainda é de grande importância para o estado, para pequenos e grandes produtores. Qualquer discussão que possa beneficiar e promover a geração de emprego, renda e desenvolvimento social é muito bem-vinda”.

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