Mais Médicos no RN recebe 36 profissionais esta semana

Publicação: 2019-06-25 00:00:00 | Comentários: 0
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O Rio Grande do Norte recebe, nesta semana, 36 profissionais para atuarem no programa Mais Médicos, do Governo Federal. Eles começaram a se apresentar aos 28 municípios selecionados nesta segunda-feira (24) e o processo segue até a próxima sexta-feira (28) para início das atividades. O número anunciado na semana passada pelo Ministério da Saúde para o Estado era de 39, no entanto, segundo a assessoria de comunicação do programa no RN, três deles não confirmaram suas vagas no período previsto, que era entre 19 e 21 de junho.

Das 139 vagas do Mais Médicos no RN, 115 foram ocupadas e 20 podem ser preenchidas até hoje
Três profissionais selecionados para atender no RN não confirmaram sua presença

As desistências de médicos selecionados do programa não são uma surpresa desde que os cubanos saíram do Mais Médicos, em novembro do ano passado. Entre editais abertos e novas vagas, as lacunas que se abrem são por motivos diversos, apontam interlocutores do setor. Em entrevista à TRIBUNA DO NORTE, a coordenadora do programa no Estado, Ivana Fernandes, havia dito que está tendo dificuldade de fixação de médicos formados com a Atenção Básica.

“A alegação dos médicos é de baixo salário, dificuldade da continuação da formação, de conseguir se vincular. Enquanto for mais vantajoso continuar em regimes de plantão, o médico vai preferir níveis mais especializados”, frisou a coordenadora na edição do dia 18 de maio.

Entre os 28 municípios contemplados com os novos profissionais, a cidade com maior número é João Câmara, Agreste potiguar, com quatro profissionais. Natal não foi contemplada.

Em todo país, 1.975 profissionais foram selecionados para atuar na Atenção Primária das unidades de saúde de mais de mil municípios, localizados nos 26 estados brasileiros, além de 10 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs). O resultado da 1ª fase dos selecionados para o novo ciclo foi publicado pelo Ministério da Saúde na quarta-feira (19).

Desde o começo da implantação do novo programa Mais Médicos no Brasil, após o fim da cooperação do Brasil com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), após divergências com o então presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), os editais lançados pelo governo federal vêm apresentando desistência por parte dos postulantes às vagas.

Num primeiro momento, 139 vagas foram destinadas ao RN. Em maio, a TN mostrou que metade dos inscritos para substituir os cubanos havia desistido das vagas, deixando uma lacuna de 87 médicos em 45 municípios. Um edital foi aberto para ocupar 57 dessas vagas em 41 cidades do Estado.

O edital publicado na semana passada contemplou apenas 39 dessas lacunas, no entanto, três  profissionais já desistiram.

Memória
Após o fim da cooperação com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), um edital foi aberto ainda em novembro para ocupar as 8.517 vagas deixadas pelos cubanos no programa. As vagas remanescentes foram, então, oferecidas a médicos formados no exterior.

À época, médicos de todo o país que já estavam alocados no Sistema Único de Saúde, deixaram programas de Estratégia da Saúde da Família migrando para o Mais Médicos, preenchendo uma lacuna e abrindo outra. No Rio Grande do Norte, por exemplo, foi evidenciado, em reportagem da TRIBUNA DO NORTE, que das 139 vagas disponíveis, 98 foram ocupadas por médicos que estavam em alguma equipe do ESF. Destes, 82 eram membros em cidades potiguares e outros 16 eram de outros estados.

Um levantamento do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde mostrou que, dos 7.271 profissionais alocados à época, 2.844 (40%) já tinham emprego no SUS. Os profissionais que ingressaram no recebem um salário líquido de R$ 11.244,56.





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