Programa tem importância social e econômica

Publicação: 2013-10-20 00:00:00 | Comentários: 0
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A dona de casa Meyre Carla Ferreira da Costa, 27 anos, mãe de Mirela e Vinícius, de 2 e 7 anos, respectivamente, conseguiu mobiliar parte da casa, pagar aluguel e dar alimentação mais nutritiva com o que recebe do Bolsa família. Cadastrada há 3 anos, o auxílio de R$ 134,00 representa um plus de 50% na renda mensal da família. Por mês, a diarista recebe R$ 250 e conta com a generosidade da família para criar os filhos.

“Não consigo imaginar como seria sem o bolsa família. Não tenho emprego e é com ele que compro leite, comida, roupa, até a geladeira e o fogão consegui pagar assim”, afirma ela. A mãe acha importante a vinculação a frequência escolar. “Faz com que a gente não descuide e eles acabam aprendendo mais, indo mais ao médico”, disse.

O efeito da política de transferência de renda não fica apenas no campo social, mas tem forte impacto sobre a economia brasileira, ressaltou o presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), ministro Marcelo Neri, em entrevista coletiva, realizada essa semana sobre os dez anos do PBF.

O estudo Efeitos macroeconômicos do Bolsa Família e resultados comparados na PNAD 2012, realizado pelo Ipea, demonstra que cada 1 real investido no programa estimula um crescimento de R$ 1,78 no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. “As transferências sociais voltadas para os mais pobres tem papel positivo importante para a dinâmica macroeconômica brasileira, além de contribuir para a redução da pobreza e desigualdade”, analisou o ministro Marcelo Neri.

O Programa Bolsa Família (PBF), de acordo com o estudo, foi responsável por queda de 28% da extrema pobreza na última década. De acordo com os dados apresentados, entre 2002 e 2012, a proporção de brasileiros vivendo com menos de R$ 70 (a preços de 2011, corrigidos pela inflação ao longo da série) caiu de 8,8% para 3,6%. Sem a renda do PBF, a taxa de extrema pobreza em 2012 seria 4,9%, ou seja, 36% maior que a observada com o programa.

O Nordeste detém 55% da destinação do programa e levaram a região a liderar as taxas de crescimento do emprego, de renda, e das vendas no varejo, de acordo com análise da cientista social, economista e diretora da Consultoria Econômica  e Planejamento (Ceplan), Tania Bacelar. 

O presidente da FCDL/RN, Marcelo Rosado, reitera que a segurança dada pelo programa aos seus beneficiados, o comércio de cidades menores do interior ganhou força. “Quanto menor a cidade, maior é a dependência do comércio do Bolsa Família”, analisou Marcelo Rosado.

Por ser um programa voltado para o consumo básico e que exige a frequência escolar, diz ele, ocorreu a ascensão das classes sociais mais humildes, inserção no mercado de trabalho e maior  consumo.  Marcelo Rosado avalia que o Bolsa Família precisa agregar medidas de capacitação profissional e que garantam maior eficiência na utilização dos recursos.

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