Projeção: PIB 2020 terá queda de 6,1%, aponta Focus

Publicação: 2020-07-14 00:00:00
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Brasília (AE) - Os economistas do mercado financeiro alteraram suas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2020. Conforme o Relatório de Mercado Focus, a expectativa para a economia este ano passou de retração 6,50% para queda de 6,10% Há quatro semanas, a estimativa era de baixa de 6,51%. Para 2021, o mercado financeiro manteve a previsão do PIB, de alta de 3,50%. Quatro semanas atrás, estava no mesmo patamar.

Em junho, o BC informou que seu Índice de Atividade (IBC-Br) recuou 9,73% em abril ante março, na série com ajustes sazonais. Foi o maior recuo da história em um único mês. No Focus agora divulgado, a projeção para a produção industrial de 2020 foi de baixa de 8,10% para queda de 9,00%. Há um mês, estava em declínio de 5,44%. No caso de 2021, a estimativa de crescimento da produção industrial seguiu em 4,00%, ante 3,50% de quatro semanas antes.

A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2020 passou de 67,10% para 67,30%. Há um mês, estava em 65,61%. Para 2021, a expectativa foi de 68,06% para 69,60%, ante 66,12% de um mês atrás.

Déficit primário
O Relatório Focus trouxe nesta alteração na projeção para o resultado primário do governo em 2020. A relação entre o déficit primário e o PIB este ano foi de 10,50% para 11%. No caso de 2021, foi de 2,55% para 3%. Há um mês, os porcentuais estavam em 9,96% e 2,23%, respectivamente.

Já a relação entre déficit nominal e PIB em 2020 foi de 14,95% para 15,25%, conforme as projeções do mercado. Para 2021, passou de 6,50% para 6,80%. Há quatro semanas, essas relações estavam em 14,30% e 6,20%, nessa ordem.

O resultado primário reflete o saldo entre receitas e despesas, antes do pagamento dos juros da dívida pública. Já o resultado nominal reflete o saldo após as despesas com juros. Os avanços nas projeções refletem a expectativa de que, com o aumento das despesas do governo durante a pandemia do novo coronavírus, o País terá um cenário fiscal ainda mais difícil.