Projeto do TAM prevê elevadores

Publicação: 2018-01-12 00:00:00 | Comentários: 0
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Ramon Ribeiro
Repórter

Por fora, um amarelo claro, com contornos branco e adornos dourado escuro, além de nova iluminação. Por dentro, o piso de granito do átrio central será trocado, o salão nobre, no pavimento superior, poderá ser acessado por elevador, assim como os camarotes. O público sentará em poltronas restauradas para assistir aos espetáculos dentro de um ambiente melhor climatizado. E sobre o palco, os artistas encontrarão toda uma estrutura modernizada de Caixa Cênica. Essas são algumas das intervenções previstas no projeto de restauração do Teatro Alberto Maranhão (TAM), elaborado pelo empresa CL Engenharia/ATP.

Maquete da fachada do Teatro Alberto Maranhão: pintura em amarelo claro e branco, além da retirada de granito na fachada. Arquiteta diz que prospecção buscou características mais antigas
Maquete da fachada do Teatro Alberto Maranhão: pintura em amarelo claro e branco, além da retirada de granito na fachada. Arquiteta diz que prospecção buscou características mais antigas

Os detalhes foram apresentados por técnicos da empresa à Fundação José Augusto (FJA), artistas, representantes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan-RN), da Procuradoria Geral do Estado, arquitetos e engenheiros convidados em reunião na última terça-feira (9).

O projeto ainda será formalmente submetido à aprovação do Iphan, da Semurb, Corpo de Bombeiros e STTU, antes da abertura do edital de licitação para a realização da restauração. O valor da obra está estimado em R$ 8 milhões (agora atualizado com a inclusão da caixa cênica)  com recursos do Governo Cidadão/Banco Mundial.

Ao Iphan, o projeto de restauração será entregue na próxima segunda-feira (15), já com os ajustes solicitados pelo próprio órgão. O projeto da Caixa Cênica, demanda que surgiu posteriormente, será submetido para apreciação da instituição assim que concluído, o que deve acontecer dentro de um mês, conforme informou Leonardo Pavanello, iluminador, sonoplasta e projetista contratado pela ATP para desenvolver o projeto.

Arquiteta do escritório da ATP em Natal, Fernanda Braga conta que as intervenções no TAM visam atender as normas vigentes de acessibilidade e segurança, e foram elaboradas com o acompanhamento do Iphan. “O desenvolvimento do projeto foi feito junto ao Iphan. Tivemos reuniões periódicas com os técnicos do órgão. É um processo longo, o qual tomamos os devidos cuidados com relação ao prédio histórico”, diz a arquiteta. Ela estima que o tempo da obra completa no TAM deve girar em torno de 10 meses.

Elevadores estão confirmados, diz arquiteta

Fernanda confirma a instalação de dois elevadores com o objetivo de permitir acesso a todos os públicos aos pavimentos superiores do prédio. “Vamos implantar dois elevadores, um para o Salão Nobre e outro para os camarotes. Também serão instaladas plataformas de acesso ao palco garantido acessibilidade no corredor dos camarins”, detalha. O corredor dos camarins, diz a arquiteta, será todo reformulado, se resumindo a quatro camarins, um vestiário masculino, um feminino e uma sala para depósito. Um dos problemas da rede elétrica, a subestação, vizinha aos camarins,  será instalada num poste fora do teatro.

Drenagem

Para diminuir os riscos de inundação causada pelas chuvas, problema histórico do prédio, o projeto prevê a reformulação do sistema de drenagem interna. “No átrio central, o piso será inclinado na forma correta, o granito será trocado por um material com característica absorvente e as grelhas serão redimensionadas”, explica a arquiteta.

Pequena diminuição de público

A capacidade de público do teatro baixará dos 660 lugares para 628, somando camarote, plateia, frisas e galeria. Está previsto espaço para cadeirantes e assentos para obesos. As poltronas serão restauradas, assim como o piso. O projeto também propõe a reformulação do sistema de climatização e reforma dos banheiros.

Fachada original

Na parte externa, a fachada do TAM será restaurada. “Vamos devolver à fachada as características mais antigas encontradas na prospecção feitas pela equipe técnica do projeto. A cor será um amarelo claro, com contornos brancos e adornos em dourado escuro. Alguns detalhes de granito será retirados, assim como a iluminação, que será refeita”, conta Fernanda.

Caixa Cênica

Outras intervenções importantes estão previstas na Caixa Cênica. Segundo o projetista Leonardo Pavanello, que diz ter levado em consideração as necessidades da classe artística local, as mudanças modernizarão a apresentação dos espetáculos.

“A ideia é refazer a vestimenta cênica do palco, desde as cortinas até os panos de fundo. A iluminação será moderna e contemporânea, com instalação de melhores equipamentos e aumento das varas cênicas (tubos que permitem a instalação de equipamentos cenográficos). As luzes serão de led, permitindo economia de gastos. A sonorização será reformulada, ficando mais discreta para não interferir na estética do teatro, que é belíssimo. O sistema de luz e som será digitalizado, atendendo apresentações de pequeno e médio porte”, explica.

Com relação a segurança no palco, o projetista conta que haverá mais espaço e conforto para os artistas, além de outras adaptações. “As passarelas de cima do palco, atualmente de madeiras, serão trocadas por passarelas de metal por serem mais resistentes”, detalha.

Iphan

Procurado, o Iphan avaliou a apresentação das propostas da caixa cênica como uma reunião preliminar, onde foram expostas as ideias e os tipos de equipamento que serão adotados. O órgão atenta que só após os projetos serem concluídos e submetidos para análise é que terá um posicionamento oficial.

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