Projeto educacional promove a vivência experimental da ciência

Publicação: 2019-10-05 00:00:00
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Identificar um problema social, pesquisar as possíveis soluções e apresentar resultados. Engana-se quem acha que essa rotina está presente apenas dentro das universidades. No Colégio Nossa Senhora das Neves, em Natal, o processo de produzir ciência por meio da pesquisa está bem presente no dia a dia. Alunos a partir do 6º ano do Ensino Fundamental até o Ensino Médio têm a oportunidade de participar do Núcleo de Aprofundamento dos Estudos (NAE). O projeto existe há oito anos e tem o objetivo de promover a vivência experimental da ciência.

Créditos: DivulgaçãoEstudantes a partir 6º ano participam do Núcleo de Aprofundamento dos EstudosEstudantes a partir 6º ano participam do Núcleo de Aprofundamento dos Estudos
Estudantes a partir 6º ano participam do Núcleo de Aprofundamento dos Estudos

De acordo com o professor de Química, Robson Alves, que atua na iniciativa desde o início, as atividades do NAE proporcionam uma união eficaz de teoria e prática. “É um projeto de pesquisa onde o aluno coloca em prática o que aprendeu na teoria. Eles apresentam a ideia e precisam elaborar a modelagem e a parte estrutural do trabalho utilizando os métodos científicos. É uma experiência que faz com que eles não tenham dificuldades em pesquisar quando chegarem à universidade”, explica.

Além de ter que obedecer à metodologia científica, segundo Robson, o projeto também precisa ter uma função social. “Nós trabalhamos com a perspectiva de ideias que ultrapassem os muros da escola e cheguem até a sociedade, para melhorar a vida das pessoas”, complementa.

Para a coordenadora Isa Saraiva, o NAE tem sido um diferencial na vida acadêmica dos alunos. “Eles adquirem aqui uma maturidade científica. Muitos descobrem o seu talento e a área que querem seguir a partir das vivências que compartilham aqui. O projeto acaba sendo também esse termômetro para revelar a carreira acadêmica”, aponta.

Dentro do Núcleo, os alunos têm o suporte de professores das áreas de ciências exatas e da natureza, além de um professor de linguagens para auxiliar na construção do texto científico. O acompanhamento ocorre durante todo o processo, mas sempre ressaltando a autonomia dos alunos como autores dos trabalhos.

Maria Letícia tem 14 anos e está atualmente na 1ª série do Ensino Médio. Ela faz parte de um dos grupos de pesquisa do NAE, e junto com seus colegas teve a ideia de criar um canudo biodegradável usando a banana como matéria-prima. “A gente viu que o uso de canudos plásticos estava prejudicando bastante o meio ambiente, especialmente o oceano. Por isso, decidimos buscar um meio de produzir um canudo com um material que não agredisse tanto”, explica.

 A massa que o grupo está utilizando como matéria-prima é uma mistura de fibra de banana, amido e outra substância que eles preferem manter em segredo. “Ainda estamos em fase de experimentação. Já produzimos uma vez, testamos e estamos tentando melhorar”, revela a estudante que tem boas expectativas com o trabalho: “queremos muito que dê certo e ajude a diminuir o impacto no meio ambiente”, complementa.





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