Promotor estadual abre investigação sobre Funpec

Publicação: 2019-06-09 00:00:00 | Comentários: 0
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O Ministério Público do Rio Grande do Norte instaurou inquérito para apurar possíveis irregularidades na contratação do Grupo Fields 360 pela Fundação Norte-Rio-Grandense de Pesquisa e Cultura (FUNPEC) pelo valor de R$ 46 Milhões para realização de campanha publicitária "Sífilis não".

A portaria de abertura de inquérito assinada pelo 27° promotor de Justiça, Jann Polacek Melo Cardoso, encaminhou oficio à diretoria da FUNPEC requisitando toda a documentação relativa a contratação do Grupo Fields 360 para realização de campanha publicitária "Sífilis Não", além de ter pedido ao Ministério Público Federal (MPF) cópia do Inquérito Civil nº 1.28.000.001862/2018-51, conforme portaria publicada na edição de ontem do “Diário Oficial do  Estado”.

O contrato publicitário firmado entre a FUNPEC e a Fields 360 também passou a ser alvo de investigação pela controladoria geral da União,  já em em abril deste ano, depois que o MPF abriu inquérito aberto para investigar o contrato em agosto de 2018.

Para o procurador federal Kleber Martins, “desperta curiosidade” o fato da Fields 360 ter concorrido isoladamente à contratação da campanha de publicidade,  mas em seguida ter “subcontratado” parte dos serviços em uma outra seleção pública, onde apareceram outros interessados.

Em matéria publicada na TRIBUNA DO NORTE do dia 05 deste mês, o procurador Kleber Martins já dizia que essas empresas “poderiam ter participado do mesmo certame, ainda que para itens menores, tanto que participaram no certame seguinte”. Logo em seguida, ele pede auditoria da CGU para investigar os pontos já citados.

No caso, as empresas citadas por Martins nas “subcontratações” Vapt Filmes Produções, Heads Produções e Formiga Mídia Interativa, que participaram de uma seleção pública entre setembro e outubro do ano passado para produzir os conteúdos publicitários que a Fields foi contratada, terceirizando o serviço. As produções custaram R$ 14 milhões do contrato e chama atenção devido a alguns custos. A despesa de um vídeo de 15 segundos, por exemplo, custou R$ 100 mil. 






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