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Prosperidade econômica e redução da desigualdade são propósitos cooperativistas
Publicado: 00:00:00 - 15/01/2022 Atualizado: 01:20:18 - 15/01/2022
Custódio Arrais
Presidente do Sicoob Potiguar

Na semana passada o jornal Folha de São Paulo publicou uma série de artigos de economistas que expressam o pensamento econômico dos quatros principais pré-candidatos à Presidência da República. Os textos não são planos de governo, mas revelam questões que devem ocupar o centro do debate político neste ano.

E, ao observar o conjunto dos quatro artigos, chama bastante atenção o fato de que todos abordam a necessidade de atrelar o desenvolvimento econômico à redução da desigualdade. E esta visão está no cerne do propósito cooperativista.

O professor da FGV-Eaesp, Nelson Marconi, coordenador do programa de governo de Ciro Gomes em 2018, aponta que o plano de seu candidato vai reduzir as desigualdades e qualificar os indicadores sociais a partir da recuperação da melhoria na qualidade dos empregos, do avanço educacional e das políticas específicas para os mais desfavorecidos.

Já o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles - atual secretário de Fazenda e Planejamento do Governo do Estado de São Paulo (do pré-candidato João Dória) -, afirma que os dois principais desafios do Brasil são “voltar a crescer e reduzir a enorme desigualdade social”. E o diagnóstico para esse problema passa pelo “crescimento sustentado do emprego e da remuneração dos trabalhadores”, além da “geração de riquezas e arrecadação tributária”, de modo que “viabilize programas eficientes e focalizados de transferência de renda aos vulneráveis”.

Já o economista Guido Mantega - ex-ministro do Planejamento (2003-2004) e ex-ministro da Fazenda (2006 a 2014) durante os governos do PT -, um novo programa de desenvolvimento social “deverá conter medidas emergenciais de combate à fome e à miséria, que propiciem condições de sobrevivência da população mais pobre”. O novo governo também deverá “coordenar um ambicioso plano de investimentos públicos e privados, de modo a ampliar a infraestrutura e aumentar a produtividade, gerando muitos empregos”.

Por sua vez, Affonso Celso Pastore - ex-presidente do Banco Central do Brasil (1979-1985) e assessor econômico do pré-candidato Sérgio Moro - fala que é obrigação do governo atuar no campo da pobreza, e que há exemplos de políticas públicas para se ter como modelo, como “a assistência à primeira infância, na educação, na orientação objetiva da saúde, e nas transferências de renda que deem a todos o mesmo ponto de partida”.

Percebemos que os quatro economistas colocam o problema da desigualdade social em destaque. E o curioso de constatar isso é que no Cooperativismo, este é um ponto fundamental. Porque nossa missão é tanto quanto gerar riqueza, distribuí-la no seio da comunidade. Vê-se, dessa maneira, que os compromissos que norteiam o dia a dia das cooperativas financeiras ganham ainda mais relevância no debate econômico do país. E a sociedade é que sairá vitoriosa se souber defender políticas públicas focais e eficientes, exigir previsibilidade fiscal e construir uma economia local mais robusta. E aqui estará o cooperativismo financeiro como parceiro prioritário do desenvolvimento local.

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